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POLÍTICA Sexta-feira, 18 de Novembro de 2022, 15:45 - A | A

18 de Novembro de 2022, 15h:45 - A | A

POLÍTICA / CONVERSA COM LULA

“Não adianta dizer que vai dar carne e cerveja”, diz Ricardo Galvão na UFMT

Ex-presidente do INPE citou estudo que aponta necessidade de alto investimento na produção de alimentos por conta do aquecimento global

LÁZARO THOR



Durante apresentação na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), realizada na última quarta-feira (16), o físico Ricardo Galvão, professor titular da Universidade de São Paulo (USP), fez alerta ao estado de Mato Grosso sobre os efeitos do aquecimento global na produção de alimentos.

Galvão, que foi ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e protagonizou disputas com o então ministro do meio Ambiente, Ricaro Salles, lembrou um “puxão de orelha” que foi dado no presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante conversa recente.

“Eu estive com o presidente pessoalmente, ele ficou até meio assim, mas eu disse: não adiante dizer que vai dar carne e cerveja para todo mundo se não tiver a política pública correta com relação a produção de alimentos, não é só vontade política”, afirmou. O comentário foi feito pouco antes de Galvão ter sido anunciado na equipe de transição do presidente eleito.

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O comentário foi feito em uma palestra na abertura da I Semana Brasileira de Física Ambiental, onde Galvão cobrou das autoridades medidas para combater o aquecimento global e para adaptar a produção de alimentos no país diante do aumento de temperatura.

Os grandes produtores daqui de Mato Grosso talvez até tenham recurso, mas a agricultura familiar vai sofrer, não terão os recursos. Ou o governo cria uma política estratégica para conter isso

“O mundo vai ter que ter medidas contra o aumento de temperatura, não adianta dizer que vai controlar porque não vai controlar, então em nossa agricultura devido a esses picos de temperatura nós devemos desenvolver cultivares que sejam resilientes”, comentou o professor ao falar sobre a conversa com Lula. 

Segundo Galvão, o Brasil precisará investir cerca de US$ 400 milhões por ano em melhoramento genético para criar cultivares resistentes ao calor extremo e a escassez hídrica. Ele alerta que grandes produtores de Mato Grosso poderão ter esses recursos, ao contrário de agricultores familiares, que produzem a maior parte da comida.

“Os grandes produtores daqui de Mato Grosso talvez até tenham recurso, mas a agricultura familiar vai sofrer, não terão os recursos. Ou o governo cria uma política estratégica para conter isso”, afirmou Galvão.

 Veja a palestra: 

 
 
 
 

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