DA REDAÇÃO
Mais de 50% dos casos de demência podem ser evitados com mudanças no estilo de vida. Essa é a principal conclusão de um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e publicado na renomada revista The Lancet Global Health, que analisou 12 fatores de risco modificáveis.
Estes fatores de risco modificáveis são condições que podem ser alteradas com mudança do estilo de vida e atendimento médico regular. Ou seja, podem ser prevenidos.
São eles: tabagismo, diabetes, hipertensão, inatividade física, baixa educação, perda auditiva, obesidade, depressão, isolamento social, consumo excessivo de álcool, poluição do ar e lesão cerebral traumática.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente 55 milhões de pessoas têm demência ao redor do mundo e mais de 60% dos casos se concentram em países em desenvolvimento. O tema é tão importante que em 2014 foi criada a campanha Fevereiro Roxo, que visa a conscientização sobre doenças crônicas, como o lúpus, a fibromialgia e o Alzheimer.
“O que a pesquisa nos mostra é que há uma urgência de que sejam feitas ações preventivas para reduzir a incidência da doença, especialmente aqui na América Latina, onde 54% dos casos de demência estão relacionados a esses fatores. Nosso índice é superior à média mundial de 40%”, afirma a geriatra da Unimed Cuiabá, Waltyane Pinheiro Poussan.
Leia mais:
Rins estão entre os órgãos mais afetados pelo diabetes
Ainda conforme o levantamento, especificamente na América Latina os principais fatores de risco são a obesidade, a inatividade física e a depressão.
“A pesquisa é um importante marcador para pensarmos em estratégias para a redução desses fatores, que estão relacionados ao estilo de vida das pessoas. É importante divulgarmos e reforçarmos a ideia de que a demência, o Alzheimer, podem ser evitados. Por exemplo, quando a atividade física é realizada de forma regular, melhora a saúde vascular, que promoverá uma melhor nutrição e oxigenação cerebral. A obesidade pode estar relacionada às demências através da promoção de neuroinflamação”, explica Waltyane.
Na Unimed Cuiabá, por exemplo, existe o Viver Melhor, programa de atenção integral em saúde, destinado aos beneficiários da Unimed Cuiabá com idade a partir de 60 anos e tem como objetivo promover a autonomia, independência e qualidade de vida da pessoa idosa, reunindo um fluxo de ações de educação, promoção da saúde, prevenção de doenças evitáveis e gerenciamento dos fatores de risco e doenças crônicas.
Para saber mais do Programa Viver Melhor, acesse o site da Cooperativa (https://www.unimed.coop.br/site/web/cuiaba/viver-melhor). A inscrição no programa pode ser feita por encaminhamento médico, no Espaço Viver Bem (Rua Barão de Melgaço, 2754 - Centro Sul - Ed. Work Tower - Térreo), pelo telefone: (65) 3612-8800 ou online, preenchendo formulário pelo link https://forms.gle/XpPFEf5LDbFRabmy9.
Quer receber notícias no seu celular? Participe do nosso grupo do WhatsApp clicando aqui .
Tem alguma denúncia para ser feita? Salve o número e entre em contato com o canal de denúncias do Midiajur pelo WhatsApp: (65) 993414107. A reportagem garante o sigilo da fonte.