LETICIA AVALOS
Da Redação
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), esteve na Assembleia Legislativa (ALMT) nesta quarta-feira (26), e esclareceu que a sua visita tinha como objetivo pleitear emendas para as áreas de saúde, educação, obras e limpeza urbana de Cuiabá. Segundo o gestor, alguns deputados estaduais já se comprometeram em ajudar o município, que está sob decreto de calamidade financeira desde 3 de janeiro deste ano.
“Eu venho fazer uma nova conversa com os deputados estaduais e semana que vem eu volto de novo para confirmar [...] é discricionário a cada deputado, se eles vão querer fazer isso ou se não vão, mas alguns já estão se comprometendo com a área da saúde”, disse.
Assim que assumiu o mandato, Abilio expôs a herança de R$ 1,6 bilhão em dívidas que recebeu da gestão anterior. No entanto, nesta semana, o secretário Municipal de Economia, Marcelo Bussiki, informou em entrevista a um podcast que o déficit no caixa é ainda maior: R$ 2,3 bilhões.
Leia mais:
Estado paga salários de fevereiro dos servidores nesta quinta
Câmara rejeita urgência, mas vereador mantém proposta por 'veto' ao Carnaval
Mulheres são maioria do eleitorado em Mato Grosso chegando a 51%
De acordo com Abilio, um dos principais imbróglios a serem resolvidos são os contratos duplicados de Tecnologia da Informação. Conforme exemplificou o prefeito, há casos em que a mesma empresa foi contratada tanto pela prefeitura quanto por uma determinada secretaria, para fornecer o mesmo serviço, causando um inchaço nas contas.
“Tem muito [da dívida] que é de contratos com a TI, muitos. E, infelizmente, mais de R$ 300 milhões. E é a pior TI que a gente já teve, tudo desorganizado, falta de informação, falta de dados [...] a ineficiência era muito grande. O que a gente vai fazer é organizar esses contratos para reduzir e colocar a casa em ordem”, afirmou.
Quer receber notícias no seu celular? Participe do nosso grupo do WhatsApp clicando aqui .
Tem alguma denúncia para ser feita? Salve o número e entre em contato com o canal de denúncias do Midiajur pelo WhatsApp: (65) 993414107. A reportagem garante o sigilo da fonte.