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09.06.2018 | 11h22
Bretas relembra frase a Lula e diz a Cabral: 'Juiz não é inimigo'
Nesta semana, magistrado ouviu ex-presidente como testemunha de defesa do ex-governador e falou da relevância política
GloboNews
O juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no RJ
GABRIEL BARREIRA
DO G1

Antes de interrogar o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, o juiz Marcelo Bretas comentou nesta sexta-feira (8) sobre outra audiência desta semana que causou polêmica. Na terça passada, Cabral convidou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a prestar depoimento como testemunha de defesa. Bretas se referiu a Lula como uma figura histórica da política e permitiu que o ex-governador conhecesse o neto recém-nascido.

Os comentários feitos por Bretas nesta sexta foram considerados por ele próprio como um desabafo, após ser criticado em redes sociais. Internautas o atacaram por considerarem que havia elogiado Lula.

"Só não bateram mais em mim por ter me deixado encontrar seu neto (na terça) porque houve um assunto mais importante que foi a conversa com o ex-presidente. Tem pessoas que confundem as coisas. Acham que juiz não tem que ser humano, que tem que ser máquina. Juiz é humano, mais do que qualquer um tem que ter respeitar a humanidade. Achei que o senhor não causaria mal nenhum a sociedade se encontrasse sua família", disse Bretas.

O magistrado disse ainda que trabalha há dois anos na Lava Jato, mas que antes disso repetiu o gesto com presos pobres. Ou seja, permitiu a visita de familiares.

"Cansei de pedir aos policiais que aguardassem aqui fora. Não fiz isso porque era o senhor não. O país está muito sensível politicamente. Nos tratamos com respeito, independentemente de ter condenado o senhor. Juiz não é inimigo de ninguém", completou.

Na semana passada, Bretas falou o seguinte para Lula ao encerrar a oitiva.

"Senhor Luiz Inácio, muito obrigado. Inclusive pela postura que se portou. O senhor é uma figura importante no nosso país, é relevante sua história para todos nós. Para mim, inclusive. Aos 18 anos estava aqui num comício na Avenida Presidente Vargas com um milhão de pessoas e eu estava lá usando o boné e a camiseta com seu nome".

Também nesta sexta-feira, Cabral admitiu a Bretas que seu grupo movimentou algo próximo de R$ 500 milhões, sendo R$ 20 milhões para uso pessoal.

 

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