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TCE / AFASTADO PELO STF

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14.09.2017 | 12h01
Alvo de operação, Antônio Joaquim suspende aposentadoria
Conselheiro do Tribunal de Contas afirmou, em nota, que aguardará a conclusão da investigação
Alair Ribeiro/MidiaNews
O presidente do TCE, Antônio Joaquim, que irá suspender aposentadoria
CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Antônio Joaquim, anunciou que vai suspender a aposentadoria em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou seu afastamento do cargo.

O afastamento foi determinado pelo ministro Luiz Fux, na decisão que resultou na Operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (14).

Antônio Joaquim está entre os conselheiros citados na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), como suposto beneficiário de propina.

O conselheiro está de férias e já havia anunciado que deixaria o TCE a partir de outubro, já que pretende disputar a eleição para o Governo do Estado, em 2018.

A decisão judicial me obriga a suspender tal medida, vez que terei que continuar no cargo (afastado do exercício da função) até que seja concluída a investigação

“Como é de conhecimento público, tinha solicitado a minha aposentadoria do cargo (cujo processo encontra-se em trâmite) para retomar a minha vida político-partidária. A decisão judicial me obriga a suspender tal medida, vez que terei que continuar no cargo (afastado do exercício da função) até que seja concluída a investigação”, disse Antônio Joaquim, em uma postagem no seu Facebook.

Ainda na nota, o conselheiro disse que nunca recebeu qualquer tipo de vantagem indevida e afirmou que, ao longo de sua vida pública, jamais foi alvo de qualquer denúncia de corrupção.

Ele afirmou também que está à disposição do Poder Judiciário e do Ministério Público Federal para esclarecer quaisquer questionamentos.

De antemão, disse que teve sua cidadania “sequestrada” pela decisão do STF.

“Ao longo de 36 anos de vida pública, sempre pautei a minha conduta pela honestidade, legalidade, legitimidade e transparência nos atos praticados. Em muitos momentos da vida, fui até criticado pela dureza e sinceridade, pois nunca fui um homem dado a dissimulações”, disse.

“Tenho profundo respeito pelas instituições e espero que a investigação em curso seja rápida, para que eu possa resgatar a minha cidadania sequestrada por essa decisão”, concluiu o conselheiro.

Veja nota na íntegra:

"Ao longo de 36 anos de vida pública, sempre pautei a minha conduta pela honestidade, legalidade, legitimidade e transparência nos atos praticados.

Sou conhecido pela coerência, franqueza e coragem nos posicionamentos e julgamentos no TCE-MT - onde atuo desde o ano 2000.

Em muitos momentos da vida, fui até criticado pela dureza e sinceridade, pois nunca fui um homem dado a dissimulações.

Faço os enfrentamentos necessários sempre à luz solar e de cabeça erguida, na perspectiva de ser sempre justo e propositivo.

É com essa premissa que recebo a informação do meu afastamento do cargo de conselheiro do TCE-MT.

Tenho profundo respeito pelas instituições e espero que a investigação em curso seja rápida, para que eu possa resgatar a minha cidadania sequestrada por essa decisão.

Estou a disposição do Poder Judiciário e do Ministério Público Federal para esclarecer quaisquer questionamentos.

Sobre as denúncias, reafirmo que nunca recebi nenhuma vantagem indevida para exercer o cargo que ocupo e nunca autorizei qualquer pessoa a falar em meu nome. Lembro que ao longo de toda a minha vida pública nunca fui alvo de qualquer denúncia de corrupção.

Como é de conhecimento público, tinha solicitado a minha aposentadoria do cargo (cujo processo encontra-se em trâmite) para retomar a minha vida político-partidária.

A decisão judicial me obriga a suspender tal medida, vez que terei que continuar no cargo (afastado do exercício da função) até que seja concluída a investigação."

Leia mais sobre o assunto:

STF afasta cinco conselheiros do TCE; expediente foi suspenso


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