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TCE / CADEIRA NO TCE

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11.03.2017 | 14h54
“É preciso ter maturidade para saber que só um dos três vai ganhar”
Guilherme Maluf diz que escolha pode deixar rusgas e que não irá pedir votos para não acirrar disputa
Marcus Mesquita/MidiaNews
O primeiro secretário da Assembleia, deputado Guilherme Maluf: disputa pelo TCE
DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O primeiro secretário da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Maluf (PSDB), admitiu que a disputa pela cadeira do ex-conselheiro Humberto Bosaipo, no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), pode deixar rusgas se não houver maturidade entre os candidatos.

Até o momento, três deputados se colocaram no pleito. O primeiro foi José Domingos Fraga (PSD), seguido do próprio Maluf. O último a manifestar interesse foi Sebastião Rezende (PSC). Todos são membros da base do governador Pedro Taques (PSDB).

“Somos colegas, nos tratamos muito bem. Mas se tiver que haver uma disputa, é preciso ter maturidade para saber que um vai ganhar, dois vão perder. E aí podem ficar rusgas, mas o que fazer se tem uma vaga só?”, disse durante entrevista à rádio Capital FM, na manhã de sexta-feira (10).

Se tiver que haver uma disputa, é preciso ter maturidade para saber que um vai ganhar, dois vão perder. E aí podem ficar rusgas, mas o que fazer se tem uma vaga só?

O tucano afirmou já ter a garantia de voto dos colegas de partido, composto por quatro parlamentares. Mas negou que irá pedir o voto dos outros deputados, por entender que isso acirraria a disputa.

Ele disse que irá construir a confiança dos deputados mostrando que está preparado para o cargo. E citou que já foi secretário municipal de Saúde e comandou o Legislativo por dois anos.

“Só tenho apoio do meu partido por enquanto e vou evitar fazer um balanço por voto. Eu acho que isso não ajuda uma discussão de ideias. Pelo contrário, só vai acirrar uma disputa. Mas acredito que o voto do meu partido eu tenho e estou tentando construir outros votos para ter maioria”, afirmou.

Indefinição

Maluf negou que a indecisão sobre seu futuro político possa prejudicá-lo na disputa. Somente no ano passado, ele sugeriu que poderia disputar uma reeleição na presidência da Assembleia, depois que pretendia disputar o Senado em 2018 e, agora, o TCE. Neste período, Zé Domingos se manteve como pré-candidato à vaga do Tribunal.

“O futuro é de cada um, a opção é a pessoa que tem que decidir. E eu não trato essas coisas com precisão futurológica. Haveria possibilidade de disputar outros cargos, mas havendo essa vaga, vou colocar meu nome. Se por acaso não der certo, ou saio da política ou me candidato a outros mandatos”, disse.

A vaga

A Assembleia aprovou, no início do mês, em primeira votação, uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para tentar destravar a indicação do substituto de Bosaipo, que renunciou ao cargo em 2014, após ser acusado de peculato e lavagem de dinheiro.

O processo de indicação está suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que acatou um pedido da Associação Nacional dos Auditores dos Tribunais de Contas do Brasil (Audicon). 

A entidade alega a inconstitucionalidade da emenda à Constituição Estadual que amplia o tempo necessário de experiência para que auditores de contas possam ser indicados a um cargo de conselheiro.

De acordo com Zé Domingos, a votação final deve ocorrer já no início de março. A indicação do novo membro do TCE ocorreria, então, ainda no primeiro semestre, caso a PEC realmente destrave o processo.

Leia mais sobre o assunto:

Botelho diz que "disputa acirrada" pode trazer desgaste na base

Deputado diz não abrir mão de concorrer à vaga de Bosaipo no TCE

Assembleia aprova PEC que tenta destravar indicação ao TCE

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