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CNJ / SUPOSTO CRIME ELEITORAL

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07.07.2015 | 08h47
MPE pede afastamento de vereadores por "compra de apoio" em MT
Presidente da Câmara de Trivelato, Leomário Taborda, é acusado de liderar suposto esquema
Reprodução
O vereador Leomário Taborda pode ser afastado da Câmara de Trivelato, a pedido do MPE
DA REDAÇÃO
COM MPE
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Nova Mutum (267 km ao Norte de Cuiabá), ingressou com ação civil pública, com pedido liminar, requerendo o afastamento do atual presidente da Câmara Municipal de Santa Rita do Trivelato (445 km ao Norte da Capital), Leomário Taborda, e do ex-presidente, Itor Pires de Camargo.

Os dois são acusados de envolvimento em um suposto esquema para “compra de apoio” nas eleições para a presidência do Poder Legislativo municipal (biênio 2015/2016).

Consta na ação que o apoio da presidência da Casa custou ao vereador Leomário Taborda, que hoje preside a Câmara Municipal, a quantia de R$ 48 mil.

O montante teria sido dividido em 24 parcelas de R$ 2 mil. A suposta transação teria sido oficializada por meio da emissão de notas promissórias.

Segundo o MPE, a documentação foi entregue à 1ª Promotoria de Justiça Cível de Nova Mutum.

“As notas promissórias apreendidas foram assinadas antes da eleição e formação das chapas e as promessas de pagamento se iniciam e findam, coincidentemente, junto com o mandato da Presidência”, diz um trecho da ação.

A eleição ocorreu em dezembro do ano passado.

Segundo o promotor de Justiça Leandro Volochko, o argumento apresentado pelos vereadores para justificar a emissão das notas promissórias, de que teriam realizado a compra e venda de um carro, não foi convincente.

“Convém destacar que o veículo descrito como objeto do negócio, qual seja, veículo Voyage, cor preta, placa NPC-6183, ano 2014, possui um preço médio de R$ 34.120,00, conforme Tabela FIPE, ou seja, o negócio acaso fosse verídico não seria vantajoso ao requerido Leomário, que iria pagar uma diferença de aproximadamente R$ 14.000,00 a mais”, afirmou Volochko.

Além disso, conforme o promotor, a parcela mensal que teria sido acordada na negociação corresponde a mais de 50% dos vencimentos de um vereador em Santa Rita do Trivelato.

“Os vencimentos de um vereador são de aproximadamente R$ 3.300,00, sendo ilógico que o requerido Leomário comprometesse mais de 50% de sua renda mensal por um período de dois anos, referente à suposta compra de um veículo”, observou.

Além de requerer o afastamento dos dois vereadores, na ação o MPE pediu a condenação dos acusados por ato de improbidade administrativa.
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