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Domingo, 22 de janeiro de 2017, 15h39

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OAB / “TAQUES NÃO É HEROI”
Juíza diz que troca de Governo não acabou com a corrupção
Selma Arruda afirmou que acreditar nessa hipótese seria uma "ingenuidade"
Marcus Mesquita/MidiaNews
A juíza Selma Arruda afirmou que corrupção é "um problema secular"
CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

A juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, afirmou que seria “ingenuidade” acreditar que a mudança de Governo em Mato Grosso iria acabar com a corrupção no Estado, em que pese o governador Pedro Taques (PSDB) ter um histórico de combate a esta prática.

Segundo ela, tal problema se arrasta há anos e não pode ser atribuído somente a gestão do ex- governador Silval Barbosa (PMDB), preso desde setembro de 2015, sob a acusação de liderar esquemas de desvio de dinheiro público no Estado.

“Pessoalmente, como cidadã, acho que seria muita ingenuidade nós imaginarmos que uma simples troca de comando de governo poderia acabar com problema que não é nem da gestão passada. É um problema secular, o Brasil vive a corrupção há séculos”, disse, em entrevista a Rádio Capital.

“O fato de ter entrado A, B ou C, por si só não indica que a corrupção teria que acabar. As pessoas às vezes pensam isso, mas acho que é uma forma ingênua de tratar a questão da corrupção”, afirmou.

A juíza disse ainda que não concorda com o fato de algumas pessoas a apontarem como a responsável por acabar com casos de corrupção no Estado.

O fato de ter entrado A, B ou C, por si só não indica que a corrupção teria que acabar. As pessoas às vezes pensam isso, mas acho que é uma forma ingênua de tratar a questão

Segundo ela, quando se trata deste tema, não é possível apontar eventuais “heróis”.

“Acho errado, inclusive, quando as pessoas dizem que ‘Selma é a solução para MT’, ‘a senhora está botando ordem na bagunça’, enfim. Não acho certo a gente pessoalizar”, disse.

“Assim como não acho que o senhor Pedro Taques seja nenhum herói, também não sou heroína. Não devemos ter heróis. Devemos ter cidadãos, todos juntos, que seguem adiante num ideal de melhoria”, frisou.

Imagem do Governo

A magistrada ainda comentou sobre a Operação Rêmora, que detalhou um esquema de propinas e fraudes em licitações na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), sob o comando do então secretário Permínio Pinto (PSDB).

Ao ser questionada se a operação “arranha” a imagem do governador Pedro Taques - já que o empresário Alan Malouf disse que o esquema tinha objetivo de pagar dívidas de campanha do político -, ela preferiu não polemizar.

“Já me perguntaram se haviam provas do que o Alan Malouf disse em depoimento no processo que tenho em mãos. Disse que não, no processo só há a declaração dele. Se ele tem documentos, se vai juntar provas, será em outro processo. Até porque ele está se referindo a Caixa 2, e é provável que seja na esfera eleitoral e não aqui na esfera estadual”, concluiu.

 


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