Artigos
  • LUIZ HENRIQUE LIMA
    Órgão é essencial para a democracia e melhor desempenho da administração pública
  • LUIZ GONÇALO DA SILVA
    Só agora se vê a efetiva possibilidade de uma compensação financeira
  • RENATO GOMES NERY
    Temos um presidente cercado de militares que namora com o autoritarismo
MPF / PARA "EVITAR IMPUNIDADE"

Tamanho do texto A- A+
01.02.2018 | 14h51
Dodge defende prisão após condenação em segunda instância
Procuradora-geral da República discursou na abertura do ano do Judiciário, no Supremo Tribunal Federal
Reprodução/G1
Raquel Dodge discursa na cerimônia de abertura do ano judiciário
RENAN RAMALHO E BERNARDO CARAM
DO G1

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu nesta quinta-feira (1º), em discurso na abertura do ano do Judicíario no Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão após condenação em segunda instância. Segundo ela, isso "evita impunidade".

O tema voltou ao debate com a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Chegou a ser cogitado que o Supremo poderia analisar novamente a legalidade desse procedimento, que já foi alvo de julgamento em 2016. Mas a presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, afirmou na segunda-feira (29) que pautar o assunto em função de um caso específico seria "apequenar o Supremo".

No discurso no STF, Raquel Dodge deixou claro que a posição do Ministério Público é pela prisão após a condenação na segunda instância.

"O Ministério Público tem agido e pretende continuar a agir com o propósito de buscar resolutividade, para que a Justiça seja bem distribuída. Para que haja o cumprimento da sentença criminal após o duplo grau de jurisdição, que evita impunidade. Para defender a dignidade humana, de modo a erradicar a escravidão moderna, a discriminação que causa infelicidade. E para assegurar acesso à educação, à saúde e a serviços públicos de qualidade", afirmou a procuradora-geral.

A procuradora-geral discursou após a fala da presidente Cármen Lúcia. Também estavam presentes ao evento no STF o presidente da República, Michel Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), mas eles não discursaram.

Dodge, assim como Cármen Lúcia, defendeu o papel da Justiça na sociedade e afirmou que o Ministério Público vai agir "firmemente" para "endireitar" os atos daqueles que desviam dinheiro público.

"Os olhos do país e o coração de todo o povo observam e sentem o que pensam e decidem os órgãos do sistema de justiça, com a atenção que nos impulsiona, no Ministério Público, a agir firmemente em nome do interesse público, a encontrar caminhos que façam chegar justiça aos mais necessitados e a endireitar os atos tortuosos dos que desviam dinheiro público."

Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Janeiro de 2019
19.01.19 09h08 » MPF pede que Raquel Dodge vá ao STF contra decreto
18.01.19 17h41 » MPF reforça pedido de condenação para Eduardo Cunha
12.01.19 10h24 » PGR pede ao Supremo mais 60 dias para Polícia Federal descobrir quem é 'Glutão'
11.01.19 17h50 » MPF pede condenação de Rocha Loures no caso da mala com R$ 500 mil
09.01.19 17h18 » MPF vê arrecadação ilícita e pede que TRE quebre sigilo bancário
09.01.19 16h12 » PGR pede para manter Geddel preso e sugere pena de 80 anos
02.01.19 11h20 » Servidores dos MPs estaduais não podem exercer a advocacia, afirma Dodge
Dezembro de 2018
26.12.18 16h31 » Raquel Dodge emite pareceres contra dispositivos da reforma trabalhista
19.12.18 19h05 » Temer era epicentro de esquema de corrupção, diz Dodge em denúncia
19.12.18 14h20 » MPF propõe ação contra deputado eleito e pede quebra de sigilo



Copyright © 2019 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet