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MPF / BUSCAS EM CUIABÁ

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27.09.2017 | 13h58
MPF diz que advogado ajudou Fabris a ocultar documentos
Ricardo Spinelli foi alvo de um mandado, assim como Ocimar Carneiro de Campos
Arquivo
O advogado Ricardo Spinelli, alvo de um mandado judicial nesta quarta
DA REDAÇÃO

A Procuradoria Geral da República acredita que o advogado Ricardo Saldanha Spinelli esteja em posse de documentos pertencentes ao deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) e que interessam aos investigadores da Operação Malebolge, desencadeada no dia 14.

Spinelli foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (27), quando policiais federais estiveram em seu escritório e residência. Outro advogado, Ocimar Carneiro de Campos, também teve mandado cumprido em seus endereços.

Conforme decisão do ministro do STF, Luiz Fux, a PGR concluiu que Spinelli “guardou e auxiliou na ocultação de documentos subtraídos de sua residência por Gilmar Fabris”.

Os documentos haviam sido retirados de dentro do apartamento de Fabris, no dia da deflagração da operação. Segundo a PF, Fabris soube com antecedência da ação policial e saiu de casa por volta das 5h30, antes da chegada dos agentes.

Segundo a decisão, Fabris “evadiu-se da residência portando consigo uma tão-somente valise contendo em seu interior documentos possíveis de interesse da investigação, fato que, inclusive, ensejou na formulação, pelo órgão ministerial, de pedido de prisão preventiva de Gilmar Fabris, deferido por este relator ainda na data de 14/09/17”, escreveu Fux.

Ainda conforme a decisão, em consideração ao mandado de prisão expedido, Fabris “apresentou-se espontaneamente à Polícia Federal, o que ocorreu, no entanto, apenas no início da tarde do dia 15/09/17 e sem que o investigado estivesse portando consigo a valise de documentos com a qual se evadira”.

Mas o destino dos documentos foi descoberto a partir da consulta que os policiais fizeram em imagens de câmaras de segurança próximas aos locais onde Fabris admite ter estado entre os dias 14 e 15 de setembro.

“Foi possível à PF reconstituir o trajeto por ele percorridos, bem como a destinação da valise de documentos”, escreveu Fux.

“Consoante narrado, ao se apresentar à Polícia Federal, o investigado Gilmar disse, em depoimento, que, na manhã de 14/09, estivera em um conhecido restaurante de Cuiabá, onde tomara café da manhã na companhia de sua esposa, sogra, cunhada e cunhado. Ocorre que, da análise dos registros de filmagem da câmera de vigilância instalada na parte interna do estabelecimento, percebe-se que, além dos citados familiares, havia outro individuo fazendo companhia a Gilmar na ocasião, indivíduo este identificado como sendo o advogado criminalista Ricardo Saldanha Spinelli”, diz trecho da decisão.

"Relatou-se, ademais, que, em dado momento, consoante os registros da câmera instalada na parte externa do estabelecimento, o cunhado [concunhado] de Gilmar, o também advogado Ocimar Carneiro de Campos, se dirigiu ao veículo do deputado estadual, que se encontrava no estacionamento e, de seu interior, retirou a valise preta em posse do qual Gilmar se evadira no início da manhã, levando-a ao interior do restaurante. Narrou-se, por fim, que, já no interior do estabelecimento, Ocimar retirou os documentos que estavam no interior da valise e os repassou ao advogado Ricardo, que, mais tarde, ao deixar o restaurante, levou os documentos consigo” diz outro trecho.

Veja abaixo o fac-símile:

Leia mais sobre o assunto:

PF faz busca e apreensão em escritórios de advogados em Cuiabá


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