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25.09.2017 | 15h32
Silval e Sílvio falam sobre termos de delação premiada
Ex-chefe de gabinete diz que tempo de prisão estimulou fechamento de acordo de delação
Alair Ribeiro/MidiaNews
O ex-governador Silval Barbosa, que falou sobre delação premiada
CARLOS DORILEO
DO FOLHAMAX

Dois vídeos divulgados pelo Ministério Público Federal mostram o ex-governador Sival Barbosa (PMDB) e o seu ex-chefe de gabinete Silvio César Correa Araújo em depoimentos falando sobre os termos de colaboração premiada firmados no mês de março deste ano.

Silval e seu “braço direito” decidiram confessar os crimes após ficarem quase dois anos detidos no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).

A audiência foi conduzida por um magistrado federal. Nela, os delatores apenas confirmam a voluntariedade e espontaneidade em colaborar, além de firmarem o compromisso de não mentirem nos depoimentos, sem adentrar nos fatos por eles revelados. O juiz ainda especifica as obrigações do delator.

Em comum, os dois delatores afirmam que os acordos foram propostos por iniciativa própria. A intenção, segundo eles, é “apenas colaborar com a justiça”. Vale lembrar que, na época da delação, ambos ainda se escontravam reclusos no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).

Os dois estão atualmente cumprindo prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica. Como principal benefício do acordo, não irão mais cumprir nenhum dia de eventual condenação em uma unidade prisional.

Silval, ao ser preguntado sobre os motivos de propor a delação, respondeu que refletiu bastante e  percebeu que a coisa certa a se fazer era arrumar uma forma de colaborar com a justiça pelos seus delitos.

“Foi por minha iniciativa. Eu vinha me defendendo de várias acusações, vários processos. Tenho ai mais de 20 anos de vida pública, disputei cinco eleições diretas e mais duas indiretas que é a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. E pesa contra mim várias acusações. E senti, depois de muita reflexão, em colaborar com a justiça”, disse ao ser questionado sobre o acordo.  

Já Silvio César foi mais direto, afirmando também que a sua intensão no acordo era ajudar a justiça. Ele, porém, pontuou que o tempo em que ficou preso contribuiu para que tomasse a atitude.

“Foi minha a iniciativa de colaborar com a justiça. O que pesou também foi o fato de eu estar muito tempo preso. Mas foi mesmo para colaborar com a justiça”, afirmou. 

Além de Silval e Sílvio, firmaram acordo de colaboração premiada a Roseli Barbosa, Rodrigo Barbosa e Antônio Barbosa, respectivamente, esposa, filho e irmão do do ex-governador.

Eles relataram 56 fatos criminosos que ocorreram entre 2003 e 2014, período em que Silval ocupou os cargos de presidente da Mesa Diretora da Assembleia, vice e governador do Estado. Autoridades como o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), deputados e ex-deputados foram citadas na delação.


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