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Sábado, 15 de outubro de 2016, 11h35

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MPF / OPERAÇÃO LAVA JATO
Acordo de delação premiada de Zwi Skornicki é homologado
Engenheiro disse ter pago US$ 5 mi a marqueteiro do PT por campanha
Divulgação
DO G1

O Ministério Público Federal (MPF) protocolou um documento no sistema da Justiça Federal do Paraná informando ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, que o acordo de delação premiada do engenheiro Zwi Skornicki foi homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki.

Skornicki foi detido na 23ª fase da Lava Jato, batizada de Acarajé, e atualmente cumpre prisão domiciliar. Na mesma etapa da operação, foi preso o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, responsáveis pelas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff em 2010 e 2014. O casal teve pedido de liberdade provisória concedido pelo juiz Sérgio Moro em agosto deste ano.

O engenheiro é réu na Lava Jato sob a acusação de intermediar propinas do esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Dentre as afirmações dadas no acordo com o MPF,  Zwi confessou que pagou US$ 4,5 milhões a João Santana, como caixa 2 da campanha de Dilma.

Pelo acordo de delação, conforme o MPF, Zwi terá de devolver US$ 23,8 milhões mantidos em offshores e obtidos ilicitamente, além de mais de 50 obras de arte, algumas delas de artistas como Salvador Dalí e Romero Brito.

Skornicki também poderá pegar no máximo 15 anos de prisão em penas unificadas nos processos relacionados à Lava Jato, ainda conforme o Ministério Público Federal.

Procurado pelo G1, o advogado que representa Zwi Skornick Flávio Mirza disse que vai se manifestar sobre o assunto apenas no autos do processo.

Os investigadores consideram que a delação de Zwi Scornicki pode revelar se existe ligação entre os repasses do operador para João Santana e para a campanha presidencial petista de 2014.

Em depoimento à Justiça Federal do Paraná, Skornicki disse que foi Vaccari Neto quem levou a mulher do marqueteiro João Santana, Mônica Moura, ao escritório dele, para receber uma dívida da campanha presidencial de 2010.

O engengeiro disse também que pagou US$ 5 milhões e que descontou esse montante de uma quantia de propina que deveria ser endereçada ao PT.

"Numa das visitas que o senhor Vaccari fez no meu escritório, ele disse que tinha que fazer um pagamento para o senhor João Santana e para a Senhora Mônica Moura. A senhora Mônica Moura esteve no meu escritório. Combinamos que o valor era de US$ 5 milhões que o senhor Vaccari tinha autorizado", afirmou. Segundo ele, o valor seria pago em 10 parcelas de US$ 500 mil.

Conforme as investigações da Lava Jato, o patrimônio de Zwi Skornicki aumentou 35 vezes em 10 anos. Informações obtidas pelo Jornal Nacional mostram que o patrimônio declarado do engenheiro passou de R$ 1,8 milhão para R$ 63 milhões no período.


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