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MPF / DURANTE A RIO-2016

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16.09.2016 | 16h46
MPF denuncia mato-grossense e mais sete por terrorismo
Leonid El Kadri está entre os citados em ação proposta na Justiça do Paraná
Reprodução
Leonid El Kadri está entre os denunciados pelo MPF
DA FOLHAPRESS

O grupo investigado na Operação Hashtag, suspeito de planejar um atentado terrorista nos Jogos da Rio-16, foi denunciado nesta sexta (16) à Justiça Federal do Paraná. Entre os denunciados, está o mato-grossense Leonid El Kadre de Melo, 32 anos.

Eles são acusados dos crimes de promoção de organização terrorista e associação criminosa. É a primeira denúncia oferecida no Brasil por esses crimes, previstos na Lei Antiterrorismo, promulgada este ano.

Dos 15 investigados que estão presos temporariamente em Campo Grande (MS), oito foram denunciados.

Além de El Kadri, também foram denunciados Alisson Luan de Oliveira, 19 anos; Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo, 27; Israel Pedra Mesquita, 26; Levi Ribeiro Fernandes de Jesus, 21; Hortêncio Yoshitake, 29; Luís Gustavo de Oliveira, 27; e Fernando Pinheiro Cabral, 22.

Dos oito, cinco também são acusados de incentivo de crianças e adolescentes à prática de crimes, e um deles, de recrutamento para organização terrorista.

 Valdir Pereira da Rocha, de 36 anos, outro mato-grossense citado na operação, não foi denunciado.

Os planos eram discutidos pelo aplicativo Telegram e por e-mail, com frequentes apologias ao Estado Islâmico. Ramificado em sete Estados, o grupo começou a ser monitorado em março, depois de a PF receber um alerta do FBI.

O grupo cogitou usar armas químicas no ato e contaminar uma estação de abastecimento de água, conforme revelou a Folha.

Prisões

Todos os investigados estão presos temporariamente desde a deflagração da operação, entre os meses de julho e agosto.

O Ministério Público Federal pediu a prisão preventiva dos oito denunciados, além da prorrogação da temporária de outro investigado. Os outros seis suspeitos devem ser liberados, a pedido da Procuradoria, mas serão monitorados pela Justiça.

O juiz federal Marcos Josegrei da Silva, responsável pelo caso, irá decidir se acata ou não a denúncia e os pedidos de prisão.

Outro lado

Em depoimentos recentes à Polícia Federal, parte dos investigados voltou atrás e disse não apoiar o Estado Islâmico ou concordar com o terrorismo.

Um dos denunciados (Luís Gustavo de Oliveira) disse que postagens sobre a produção de uma bomba caseira eram "apenas uma brincadeira", e outro (Oziris Azevedo) afirmou que "em nenhum momento passou pela cabeça aderir à convocação para doutrinação e treinamento físico".

Outro dos denunciados, Levi Fernandes de Jesus, ainda afirmou que o islamismo fez parte de "uma fase de confusão mental", e disse ter se convertido ao cristianismo recentemente.

A maioria dos presos, porém, permaneceu em silêncio quando perguntada sobre os planos do atentado terrorista ou sua simpatia pelo Estado Islâmico.


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