Artigos
Enquetes

Você acha que a Lava Jato corre o risco de ser inviabilizada pela lentidão da Justiça?

  • Sim
  • Não
Terça, 06 de setembro de 2016, 16h40

Tamanho do texto A- A+
MPF / LAVA JATO
Conselho do MPF prorroga operação por mais um ano
Os grupos de trabalho montados no Paraná e no Rio de Janeiro continuarão funcionando até 8 de setembro de 2017
Arquivo
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot
DA FOLHAPRESS

O CSMPF (Conselho Superior do Ministério Público Federal) decidiu nesta terça-feira (6) prorrogar a Operação Lava Jato por mais um ano.

Com isso, os grupos de trabalho montados no Paraná, onde começaram as investigações, e no Rio de Janeiro continuarão funcionando até 8 de setembro de 2017.

O CSMPF é presidido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Iniciada nos primeiros meses de 2014, a Lava Jato já deflagrou 33 etapas, com prisões de políticos e alguns do maiores empresários do país.

No caso de autoridades que detêm foro privilegiado, como parlamentares e governadores, as investigações não são de responsabilidade dos procurado do Paraná nem do Rio, mas da PGR (Procuradoria-geral da República).

Essas investigações tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) e no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Ex-presidente

Também nesta terça, o ex-presidente Luiz Inácio da Lula da Silva (PT-SP) protocolou na Justiça Federal de Brasília uma resposta preliminar no processo em que é réu na 10ª vara sob acusação do Ministério Público Federal de obstrução da Operação Lava Jato ao tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras que na época negociava uma delação premiada.

Lula pediu a nulidade da ação penal e também a declaração de nulidade da delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS).

Lula é réu na mesma ação ao lado do pecuarista e seu amigo José Carlos Bumlai, do ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS) e do banqueiro André Esteves, entre outros acusados.

O ex-presidente indicou 13 pessoas que podem ser ouvidas como suas testemunhas de defesa, entre as quais o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), um assessor do petista, Paulo Okamotto, e os deputados federais José Mentor (PT-SP), Wadih Damous (PT-RJ) e Jandira Fhegali (PCdoB-RJ).

Nessa fase do processo, todos os réus são citados sobre a existência da ação e devem apresentar suas respostas prévias num prazo de 20 dias após a notificação. Lula foi notificado pela Justiça no dia 16 de agosto.


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Abril de 2017
20.04.17 15h23 » PGR contesta atos da AL-RN que efetivaram servidores
15.04.17 11h46 » Delator da Lava Jato acusa Henry de pedir R$ 2 milhões
15.04.17 11h36 » Deputada e empresário de MT são citados em inquérito
06.04.17 17h45 » MPF recomenda imediata suspensão da demolição
03.04.17 15h18 » Henry pode ter recebido R$ 300 mil por mês, afirma MPF
Março de 2017
30.03.17 18h12 » MPF denuncia Henry e outros 9 do PP por esquema
21.03.17 11h38 » Após delação, Maggi será investigado pelo MPF, diz jornal
Fevereiro de 2017
16.02.17 08h11 » Propina bancou passeios da família Cabral em Dubai e Londres, diz Procuradoria
15.02.17 09h41 » MPF denuncia Sérgio Cabral por mais 184 crimes de lavagem de dinheiro
08.02.17 18h15 » Jaime: acusações do MPF são “confusas” e “politiqueiras”



Copyright 2012 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet