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MPE / LEGISLATIVO

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29.03.2018 | 09h48
MPE recebe denúncia de fantasmas na Câmara e deve investigar
"Funcionários" seriam nomeados em gabinetes, mas não estariam comparecendo ao trabalho
Reprodução
Os vereadores Marcelo Bussiki e Diego Guimarães: alvo de denúncias
DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O Ministério Público do Estado (MPE) recebeu, no último dia 23 de março, uma representação denunciando a existência de supostos servidores fantasmas lotados em gabinetes de vereadores de Cuiabá.

O documento foi distribuído para a promotora Audrey Thomaz Ility, do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa. A promotora foi procurada por meio da assessoria de imprensa, mas não vai se manifestar.

Segundo informações obtidas pela reportagem, ela deverá analisar a representação e decidir se cabe abrir um inquérito ou não para investigar o caso. Nos bastidores, a informação é de que o Ministério Público estaria disposto a vasculhar a Câmara Municipal.

Nas últimas semanas, surgiram denúncias de que os vereadores Marcelo Bussiki (PSB) e Diego Guimarães (PP) mantêm funcionários em seus gabinetes, mas que não estariam comparecendo à Casa de Leis.

Reprodução

Audrey Thomaz Ility

A promotora Audrey Thomaz Ility (detalhe), do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público

No caso de Bussiki, a denúncia diz que o parlamentar empregou Noíze Pereira da Silva, mãe do ouvidor da Prefeitura de Cuiabá Jairo Rocha, que trabalhou anteriormente com Bussiki. Jairo foi exonerado pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na última semana.

Noíze ganharia R$ 4 mil e não compareceria à Câmara. O vereador afirmou que as acusações são inverídicas. Que a servidora foi nomeada há três meses, presta serviço de assessoria parlamentar, executando, entre outros, o trabalho de formulação de requerimentos e indicações voltados para a área de obras públicas.

Já Diego Guimarães empregaria Marta Aparecida Piovezan por pouco mais de R$ 2 mil. Ela seria mãe de Rafael Piovezan, vereador de Acorizal e presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (Ucmmat) e também é acusada de não comparecer à Câmara.

O parlamentar também negou as acusações e disse que a servidora trabalha colhendo indicações nos bairros da Capital.

Ambos os vereadores afirmam que as acusações estão surgindo por serem da bancada de oposição e por suas atuações em relação a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o prefeito Emanuel Pinheiro, que foi filmado recebendo maços de dinheiro no Palácio Paiaguás, à época em que era deputado estadual.

"Apesar de ter a convicção de que a denúncia faz parte de um movimento articulado para desestabilizar a CPI do Paletó, considero que a análise do caso por parte de uma instituição séria como o Ministério Público Estadual é a oportunidade de esclarecer os fatos, para que, sobre eles, não pairem nenhuma dúvida", disse Bussiki ao MidiaNews.

"O vereador Diego Guimarães apoia a realização de qualquer investigação e se coloca à inteira disposição de todos os órgãos de controle para que os fatos sejam plenamente esclarecidos. O Vereador reafirma seu compromisso com a legalidade e com a moralidade, tendo apresentado, juntamente com o Vereador Marcelo Bussiki, uma proposta de emenda à Lei Orgânica que, dentre outras medidas, prevê a redução do número de cargos comissionados, a exigência de ficha limpa e a instituição de qualificação compatível com as funções a serem desempenhadas", disse o vereador, por meio de nota.


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