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29.01.2018 | 13h31
Curvo diz esperar STF compartilhar provas para abrir ações em MT
Procurador-geral da Justiça aguarda fatiamento da investigação, mas diz que Silval está ajudando
Alair Ribeiro/MidiaNews
O procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, que aguarda compartilhamento de provas
DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, afirmou que aguarda o compartilhamento de provas, por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), para tomar providências em relação às denúncias de corrupção contra políticos apontados na delação do ex-governador Silval Barbosa.

Segundo ele, por enquanto, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso não pode adotar nenhuma medida até que ocorra o fatiamento da investigação, já que, entre os acusados, há pessoas com foro privilegiado.

“Na verdade quem começou tudo foi o Ministério Público daqui. Nós que começamos essas investigações. Quando o ex-governador resolveu fazer a delação e citou autoridades que tinham prerrogativa de função no STF, aí saiu daqui e foi para lá. Agora estamos aguardando o retorno disso, porque aqui começou e aqui vai terminar”, afirmou.

A gente tem que esperar voltar isso de Brasília para, então, começar a instaurar esses procedimentos

“Aí, a gente tem que esperar voltar isso de Brasília para, então, começar a instaurar esses procedimentos. Mas ele [Silval] já vem falando aqui também. Já falou alguma coisa na Controladoria Geral, já vem conversando com colegas. Mas precisamos, para ter conhecimento de tudo, a liberação por parte do STF”, disse.

Na delação do ex-governador, aparece uma série de agentes políticos. Ao menos 15 parlamentares da atual legislatura são citados, além dos prefeitos de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), Juara, Luciane Bezerra (PSB), e até do governador Pedro Taques (PSDB). Ao todo, o ex-governador citou 220 pessoas físicas e jurídicas.

Na última semana, a procuradora geral da República, Raquel Dodge, solicitou o primeiro desmembramento das investigações relacionadas a "Operação Malebolge", derivada da delação do ex-governador. Ela pediu que o ministro do STF, Luiz Fux, encaminhe o inquérito relacionado ao afastamento de cinco conselheiros do Tribunal de Contas para ser analisado pelo Superior Tribunal de Justiça.

“Quando a gente olha a delação do Silval, são inúmeros os casos, todos envolvendo desvio de dinheiro público. O que acontece é que vários desses casos já tinham investigação e, com a delação dele, a gente complementou aquilo o que faltava para fechar o quebra cabeça”, disse Curvo.

“Além desses que já tínhamos, vários outros surgiram, porque a obrigação dele enquanto delator, é contar tudo o que ele sabe. Então, ao ter que revelar tudo, acabou trazendo à tona algumas situações que não tínhamos conhecimento. E aí a gente tem que esperar voltar isso de Brasília para então começar a instaurar procedimentos”, completou.

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