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MPE / ATRASOS DO GOVERNO

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24.01.2018 | 10h21
Curvo: “Não tem como viver mais um ano só para pagar a folha”
Procurador-geral de Justiça diz que Executivo deve pouco mais de R$ 50 milhões ao órgão
Alair Ribeiro/MidiaNews
O procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo: atraso de duodécimo
DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, voltou a criticar o atraso, por parte do Governo do Estado, no pagamento do duodécimo - repasse constitucional para custear as instituições do Estado.

O Executivo deve ao Ministério Público Estadual (MPE) R$ 56 milhões. Para todos os Poderes, a dívida é de R$ 262,6 milhões, em relação aos repasses de 2017.

Curvo disse que o órgão não pode atravessar 2018 apenas para pagar salário de servidor. Segundo ele, o MPE cortou todos os investimentos no ano passado por conta dos atrasos.

“Toda parte de investimento foi parada. Então, quando você não investe, começa a ter uma série de problemas. E o investimento que a gente precisa é isso, fazer uma manutenção, uma reforma, e está tudo parado. O que a gente conseguiu no ano passado foi pagar a folha de pagamento. E ponto final”, afirmou.

Como suspendemos qualquer tipo de investimento, a gente acabou não fazendo dívida. O pagamento está em dia

“A gente não tem como viver mais um ano só de pagar a folha salarial. O impacto quem vai sentir é a sociedade, porque daqui a pouco a gente não tem condição de prestar os serviços que estamos prestando”, disse.

O procurador afirmou que o governador Pedro Taques (PSDB) ainda não assumiu um compromisso de pagamento dos valores. Até o momento, estão compromissados somente os valores de 2016, que serão pagos conforme houver excesso de arrecadação.

“Como suspendemos qualquer tipo de investimento, a gente acabou não fazendo dívida. O pagamento está em dia, para os que prestam serviços como limpeza e postos de vigilância. Isso a gente conseguiu colocar em dia, porque não é justo que os servidores dos órgãos recebam e essas pessoas que são essenciais não”, disse Curvo.

O governador Pedro Taques, por sua vez, disse ainda não ter uma data para pagamento dos valores. Entretanto, ressaltou que deve agendar para as próximas semanas reuniões com os chefes de Poderes para começar a tratar do assunto.

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