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MPE / POLÊMICA DOS GRAMPOS

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16.09.2017 | 08h20
Curvo rebate “descuido” e cogita acionar desembargador
Chefe do MPE questionou crítica de Orlando Perri sobre secretário não ter sido denunciado
Marcus Mesquita/MidiaNews
O procurador Mauro Curvo, que rebateu declaração de magistrado
LUCAS RODRIGUES
DA REDAÇÃO

O procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, contestou as críticas do desembargador Orlando Perri, que o acusou de ter agido com “descuido” ao não denunciar o secretário de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira, na ação que apura crimes militares relativos ao esquema de interceptação telefônica clandestina no Estado.

A crítica foi feita na noite da última quinta-feira (14), ocasião em que o Pleno do TJ-MT recebeu a denúncia contra cinco outros militares.

Na ocasião, Perri afirmou que havia indícios contra o secretário tão evidentes quanto os de outros envolvidos que foram denunciados por Curvo.

O desembargador ainda afirmou, sem citar nomes, que o Ministério Público Estadual (MPE), em várias situações, estaria a “escolher” quem vai ou não denunciar.

Já Mauro Curvo disse ter lamentado e ficado surpreso com a postura de Perri, uma vez que “jamais se posicionou em público de forma generalizada questionando determinada decisão”.

Em nenhum momento eu vim a público insinuar que alguém poderia estar sendo protegido

“Sempre agimos com ética e respeito à independência funcional do magistrado que, de forma fundamentada, tem sua liberdade de convencimento. Quando não concordamos com determinada decisão buscamos os meios jurídicos para defendermos o nosso posicionamento”, disse.

Curvo exemplificou que, na mesma investigação, pediu a Perri uma busca e apreensão na Casa Miliar, solicitação que foi negada pelo desembargador.

“Em nenhum momento eu vim a público insinuar que alguém poderia estar sendo protegido”, afirmou.

O procurador ainda afirmou que vai aguardar a publicação da decisão do TJ-MT, que contém a manifestação de Perri, para verificar a possibilidade de “adoção das medidas judiciais cabíveis”.

Nos bastidores, os comentários dão conta de que Curvo deverá interpelar Perri judicialmente, no intuito de que o desembargador cite, de forma direta, quais são os casos em que o MPE teria “escolhido” quem iria ou não denunciar.

“Sem indícios”

Durante evento em Várzea Grande, na manhã desta sexta-feira (15), Curvo também comentou o caso e disse que o secretário Airton Siqueira não foi denunciado porque, na ocasião do oferecimento da denúncia, não havia indícios suficientes contra ele.

“Precisávamos melhorar as investigações, produzir mais provas, para saber se de fato ele estava envolvido ou não. Nunca vamos oferecer denúncia contra alguém sem que haja provas suficientes. Temos que ter responsabilidade naquilo que fazemos”.

“Vamos ver o desenrolar das investigações para ver se será oferecida denúncia ou não contra ele. Tomara que haja, pois toda pessoa que comete crime tem que ser responsabilizada”, finalizou.

Leia mais sobre o assunto:

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