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31.10.2017 | 11h31
Imprensa coagida
Desde o Watergate até a Grampolândia Pantaneira, a imprensa livre tem sido de fundamental importância
FABIANO RABANEDA

Foi com ele! E, de fato, isto não é problema seu... estudiosos já disseram: o ser humano é dotado de uma generosidade restrita e somente se comove com aquilo que lhe atinge.

Estamos mais propensos a ajudar os que estão em nosso campo de visão do que aqueles em lugares mais longínquos.

De certa forma, é até mais pratico. Foi assim que dizimaram milhares de pessoas na guerra mundial.

Primeiro colocaram uma estrela naquelas pessoas... depois, segregaram nos becos... levaram-nas aos campos de concentração e as dizimaram.

O mundo, letárgico, só começou a se preocupar quando o avanço da barbárie ultrapassou as fronteiras.

Daí é óbvio que a mobilização foi muito mais com objetivos de se salvar do que realmente humanístico e altruísta.

O grito deve ser alto: não à censura da imprensa! Imprensa livre com jornalistas independentes. É o mínimo que podemos querer

Tenho visto sempre isto ocorrer: o problema da reforma não me atinge, sou servidor público. Fora políticos que estão tirando minha estabilidade.

A última é a declaração do ministro Alexandre de Morais, que, em entrevista, afirmou que jornalista que divulga material sigiloso comete crime.

É um absurdo para qualquer nação desenvolvida e democrática ter uma imprensa coagida.

Quantos casos tenebrosos de corrupção só seguiram graças ao trabalho dos jornalistas?

Desde o Watergate até a Grampolândia Pantaneira, a imprensa livre tem sido de fundamental importância ao municiar a sociedade com informações acerca dos fatos.

Graças ao jornalismo que a fala do Morais chegou aos nossos ouvidos. A sociedade, é claro, precisa se mobilizar contra!

Deve repudiar quando o Judiciário condena aquela jornalista que denunciou esquemas na Assembleia.

Quando determinada classe move dezenas de processos em comarcas diferentes, num uso irracional do direito de ação, como aconteceu no Paraná.

E também tem que se mobilizar contra o posicionamento nefasto do ministro, que de discricionário não tem nada, já que me parece ser uma opinião pessoal dele contra aqueles que nos levam informação.

O grito deve ser alto: não à censura da imprensa! Imprensa livre com jornalistas independentes.

É o mínimo que podemos querer.

FABIANO RABANEDA é jornalista e advogado no Mato Grosso.


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