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11.07.2017 | 16h13
Grampos S/A
OAB nacional crítica chefe do Ministério Público Estadual
DA REDAÇÃO
Carlos Lamachia

O presidente da OAB Nacional, Cláudio Lamachia; críticas ao MP-MT

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, criticou o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Mauro Curvo, por ter proibido a entidade no Estado de participar como parte interessada da investigação contras membros do Ministério Público, que estariam envolvidos no escândalo dos grampos.

Foi a OAB/MT quem denunciou o caso ao Tribunal de Justiça. O relator do caso, desembargador Orlando Perri, mandou os autos para o MPE e, em resposta, Curvo determinou o arquivamento do processo no TJ e informou que as investigações estão sendo conduzidas pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco).

O procurador-geral também ordenou o sigilo do caso, excluindo assim a OAB de participar do andamento das investigações.

Lamachia cobrou que o MPE aja com transparência, "para que não pairem dúvidas ou sombras sobre o valoroso trabalho exercido no combate a crimes como corrupção", e pediu que Curvo levante o sigilo do caso "Somos mais de 1 milhão de profissionais que agem em defesa da democracia e da cidadania. E desta missão não nos furtaremos", completou.

Leia a nota na íntegra:

A OAB Nacional vem a público prestar apoio ao trabalho desenvolvido pela OAB de Mato Grosso, por meio de seu presidente Leonardo Campos, que tem agido firmemente contra os grampos ilegais revelados em operações naquele Estado. A Ordem sempre pautou seu trabalho pela ética e exige que o mesmo seja feito por outros órgãos, como o Ministério Público Estadual.

Como já afirmei em outras ocasiões, há de se respeitar sempre o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório, e isso só pode ser efetivamente alcançado com a total transparência dos atos e das investigações em curso, para que não paire dúvidas ou sombras sobre o valoroso trabalho exercido no combate a crimes como a corrupção.

O Judiciário precisa agir em favor dos interesses maiores da sociedade e, assim, levantar o sigilo do processo e permitir a participação da OAB na apuração dos fatos. Somos mais de 1 milhão de profissionais que agem em defesa da democracia e da cidadania. E desta missão não nos furtaremos.

Cláudio Lamachia


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