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STF / CASO DOS PORTOS

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07.05.2018 | 17h57
Barroso prorroga por mais 60 dias inquérito que investiga Temer
Ministro do STF negou pedido da defesa do presidente para arquivar a investigação
Reprodução/STF
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal
VLADIMIR NETTO
DA TV GLOBO

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu prorrogar por mais 60 dias o inquérito que investiga se o presidente Michel Temer favoreceu empresas portuárias em troca de propina. Na mesma decisão, o ministro negou o pedido da defesa de Temer para arquivar a investigação.

O inquérito foi aberto no ano passado a partir de depoimentos em delação premiada de executivos do grupo J&F e apura se um decreto editado por Temer tinha por objetivo beneficar empresas que atuam no porto de Santos (SP), o maior do país. O presidente nega que o decreto tivesse essa finalidade.

A Polícia Federal fez o pedido de prorrogação no último dia 26. Foi o segundo pedido da PF para prolongar o prazo da investigação. Em 27 de fevereiro, o ministro Barroso já havia concedido uma prorrogação.

O pedido da Polícia Federal foi motivado pela necessidade de análise da quebra de sigilo bancário do presidente, autorizada em março por Barroso e para que seja feita uma análise do material colhido na Operação Skala , que prendeu amigos de Temer e empresários do setor do portos. Em parecer, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, concordou com o pedido da PF.

Sobre o pedido da defesa de Michel Temer de arquivamento do inquérito, o ministro disse que é preciso aguardar a coleta de provas em andamento.

"Já quanto aos pedidos de arquivamento do Inquérito, formulados pela Defesa do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, razão assiste ao Ministério Público Federal ao salientar ser necessário aguardar-se a conclusão das diligências em curso para que se possa formar opinião sobre a existência material dos delitos investigados", escreveu o ministro na decisão.

No mesmo inquérito, a Polícia Federal colheu o depoimento da filha de Michel Temer, Maristela temer. A suspeita é que a casa dela tenha sido reformada com dinheiro ilícito. A investigação já descobriu que alguns fornecedores foram pagos em dinheiro vivo. O presidente e a filha negam irregularidades no caso.


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