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STF / OPERAÇÃO SANGUESSUGA

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27.02.2018 | 17h29
Wellington vira réu no STF por corrupção e lavagem de dinheiro
Investigações sobre desvios na compra de ambulâncias por prefeituras se arrastam há doze anos
Alair Ribeiro/MidiaNews
O senador Weelington Fagundes, que se tornou réu na Operação Sanguessuga
FELIPE PONTES
DA AGÊNCIA BRASIL

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou hoje (27) denúncia contra o senador Wellington Fagundes (PR-MT), tornando-o réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso conhecido como Operação Sanguessuga, cuja investigação se arrasta há 12 anos.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Fagundes participou do esquema de desvio de recursos da área de saúde entre os anos de 2001 e 2006, quando era deputado federal e destinou emendas parlamentares para a compra de ambulâncias superfaturadas da empresa Planam por municípios mato-grossenses.

Para a relatora, ministra Rosa Weber, a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) foi bem-sucedida em estabelecer a “relação causal” entre o cargo ocupado por Fagundes e as vantagens indevidas que teria recebido.

Ela foi seguida pelos ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello.

Em sustentação oral durante o julgamento, a defesa de Fagundes classificou a denúncia como “vaga”.

Para o advogado Marcelo Bessa, o MPF não conseguiu fazer a ligação entre os recursos supostamente ilegais movimentados pelo parlamentar e o caso de corrupção.

O esquema de fraudes a licitações de compra de ambulâncias foi revelado pela Polícia Federal em maio de 2006 com a deflagração da Operação Sanguessuga.

As transações ilegais seriam lideradas pelos sócios da empresa Planam, com a suspeita de envolvimento de mais de 80 parlamentares.


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