Artigos
  • JOÃO PAULO OLIVEIRA
    No processo eleitoral atual há uma enorme preocupação com relação a informações falsas que são passadas no que tange a uma série de situações e candidatos
STF / SEM PUNITIVISMO

Tamanho do texto A- A+
08.11.2017 | 16h01
"Prender empresário corrupto é coisa de Estado de Direito", defende Barroso
Ministro ressaltou que um país não se desenvolve por meio de legislação mais dura
Reprodução/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso
FERNANDO MARTINES
DO CONSULTOR JURÍDICO

Reforçando suas críticas ao Direito Penal brasileiro, apontado como conivente com a criminalidade das classes média e alta, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, afirma: não está defendendo o punitivismo nem um Estado policial. Em palestra nesta terça-feira (7), Barroso lembrou que foi advogado por 30 anos e diz que continua a lutar pelo Estado Democrático de Direito.

“Um empresário preso porque pagou propina não é coisa de Estado policial, e sim de Estado de Direito”, disse o ministro no Fórum sobre "Combate à Corrupção e Compliance", promovido pela Escola Brasileira de Direito (Ebradi), em São Paulo.

Barroso argumentou que não é uma casualidade o Direito Penal brasileiro não conseguir punir pessoas que ganhem mais que cinco salários mínimos. “Ele [Direito Penal] foi desenvolvido para ser assim”, disse.

Apesar de sua série de críticas ao Direito Penal brasileiro, o ministro ressaltou que um país não se desenvolve por meio de legislação mais dura, mas sim por investimento em educação.

Para hermanos 

Um dia antes, na segunda-feira (6/11), Barroso palestrou na Argentina e disse que o Direito Penal brasileiro não impede a criminalidade e só serve "para punir menino pobre com 100 gramas de maconha”.

“Um Direito Penal, como aconteceu no Brasil, absolutamente incapaz de punir a criminalidade do colarinho branco, de punir qualquer um que receba acima de cinco salários mínimos, criou uma nação de delinquentes. Esta é a triste verdade do que aconteceu no Brasil. O país da corrupção passiva e ativa, do desvio de dinheiro, do peculato, da lavagem de dinheiro, da fraude a licitações”, afirmou o ministro, na palestra noticiada pela ConJur.


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Setembro de 2018
19.09.18 17h43 » Dias Toffoli diz que STF terá atuação 'mais discreta possível'
19.09.18 09h33 » Supremo absolve Renan Calheiros da acusação de peculato
18.09.18 17h18 » Ministro do STF Luís Roberto Barroso prorroga inquérito dos portos
17.09.18 17h22 » "Presidenciável 'sempre foi eleito' pelas urnas eletrônicas", rebate ministro
17.09.18 11h25 » Sachetti é acusado de alienar área pública; STF remete ação ao TJ
17.09.18 11h20 » Toffoli diz que 'dificilmente' prisão de Lula será derrubada por recurso
14.09.18 17h25 » Lewandowski paralisa julgamento em que Lula perdia por 7 a 1
14.09.18 16h26 » 'Não somos mais nem menos que os outros poderes', diz Dias Toffoli
14.09.18 15h55 » Perícia diz que Maggi não apagou mensagens de celular
13.09.18 09h53 » Gilmar Mendes vê 'notório abuso de poder' e pede 'freios'



Copyright © 2018 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet