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  • JOÃO PAULO OLIVEIRA
    No processo eleitoral atual há uma enorme preocupação com relação a informações falsas que são passadas no que tange a uma série de situações e candidatos
STF / DELAÇÃO DE NADAF

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17.10.2017 | 15h48
Renosa deu R$ 100 mil para ajudar a pagar dívidas de Silval
Ex-chefe da Casa Civil relatou que empresário Leonardo Lomba fez quatro transferências de R$ 25 mil cada
MidiaNews/Reprodução
O ex-secretário Pedro Nadaf, que citou empresário Leonardo Lomba, da Coca-Cola
DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O empresário Leonardo Lomba, presidente do Grupo Renosa, fabricante da marca Coca-Cola, contribuiu com R$ 100 mil para o pagamento de dívidas contraídas pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB), em sua campanha de reeleição, em 2011.

A revelação está na delação premiada feita pelo ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, ao Ministério Público Federal e homologada pelo STF – a qual o MidiaNews obteve acesso.

Após as eleições, Nadaf contou que começou a pedir apoio para vários empresários para quitar os débitos eleitorais de Silval.

Leonardo entrou em contato comigo informando que havia feito o primeiro depósito, no valor de R$ 25 mil

“Um desses empresários foi Leonardo Lomba, de quem eu era amigo. Ainda em dezembro de 2010, em um encontro na sede da Renosa, em Várzea Grande, solicitei auxílio financeiro, tendo ele prontamente se disposto a contribuir com R$ 100 mil”, disse.

No encontro, Nadaf combinou com Lomba que emitiria notas fiscais de serviços de sua empresa, a NBC Consultoria e Assessoria, para as transferências do dinheiro. Nadaf então forneceu os dados da conta bancária da empresa ao empresário.

“Passados alguns dias, Leonardo entrou em contato comigo informando que havia feito o primeiro depósito, no valor de R$ 25 mil, sendo que os outros três, no mesmo valor, foram feitos de forma sucessiva pelo empresário”, disse Nadaf.

Segundo o ex-chefe da Casa Civil de Silval, foram emitidas quatro notas fiscais da NBC, nos valores de R$ 25 mil cada. Nadaf diz que não se recorda se entregou as notas diretamente a Lomba, ou a algum diretor da Renosa.

Nadaf afirmou ao MPF que a empresa Renosa não recebeu benefício indevido do Governo Silval, por conta do auxílio financeiro. “Pois já usufruía do benefício do Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso)”, afirmou, ressaltando não saber desde quando a Renosa foi enquadrada no sistema de benefícios.

O conteúdo do trecho da delação que cita a Renosa e o seu diretor-presidente foram desmembradas pelo STF e remetido à juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, uma vez que o citado não possui prerrogativa de foro.

O depoimento de Nadaf também foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE), em razão de supostos atos de improbidade administrativa.

Fac-símile de treco da delação de Nadaf:

delacao nadaf coca

 

Renosa

A Renosa é uma holding de investimento criada em 1977, quando o empresário Luiz Carlos Lomba de Mello adquiriu o controle da Refrigerantes do Noroeste S.A., na época o fabricante franqueado da Coca-Cola para Mato Grosso.

Em 2006, a Renosa adquire a Companhia Maranhense de Refrigerantes, e expande sua franquia de Coca-Cola para os Estados de Maranhão e norte do Tocantins. Em 2011, adquire a Companhia de Alimentos e Bebidas do São Francisco, fabricante de Coca-Cola para os Estados do Alagoas, Sergipe e norte da Bahia.

Em Junho de 2013, a Renosa funde suas operações de Coca-Cola com a Norsa Refrigerantes e Refrescos Guararapes para formar a Solar, o maior fabricante Brasileiro da Coca-.


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