Artigos
  • PEDRO HENRIQUE MARQUES
    Aspectos constitucionais do referido instituto na atual conjuntura política
  • VICTOR MAIZMAN
    É recorrente a insatisfação e inconformismo da sociedade quanto à elevada carga tributária
  • RENATO NERY
    A imprensa diariamente notícia novos casos de apropriação do espólio da viúva
STF / DEU NO "JORNAL NACIONAL"

Tamanho do texto A- A+
12.08.2017 | 09h43
Silval: ele e Maggi deram R$ 6 mi para Eder mudar depoimento
Ex-governador diz que foram pagos R$ 6 milhões a ex-secretário de Fazenda para inocentá-los
Reprodução
O ex-governador Silval Barbosa e o ministro Blairo Maggi: suposta compra de silêncio
LUCAS RODRIGUES
DA REDAÇÃO

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB), em delação premiada, afirmou que ele e o também ex-governador e atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), pagaram R$ 6 milhões ao ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes, para que este mudasse sua versão sobre um esquema de corrupção e os inocentasse em depoimento à Justiça.

A informação foi revelada em reportagem exibida pelo "Jornal Nacional", da Rede Globo, na noite desta sexta-feira (11).

Conforme a reportagem, a delação foi firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologada na última quarta-feira (9) pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O esquema citado por Silval teria relação com a Operação Ararath, que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.

A operação resultou em várias ações, dentre elas uma que investiga suposta compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), por R$ 12 milhões.

Esta ação teve como base documentos e informações prestadas por Eder Moraes ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Polícia Federal.

De acordo com a reportagem, após revelar o esquema, em 2014, Eder procurou Silval e  Maggi e pediu R$ 12 milhões para mudar sua versão.

eder moraes com barba

O ex-secretário Eder Moraes, que teria recebido R$ 6 milhões para mudar depoimento

Silval contou à PGR que ele e Maggi aceitaram pagar metade do valor exigido, sendo que cada um arcaria com R$ 3 milhões.

A parte paga por Maggi, de acordo com Silval, foi entregue a Eder em 2014 e 2015 pelo empresário Gustavo Capilé, diretor do jornal Diário de Cuiabá.

Já os R$ 3 milhões de Silval teriam sido repassados a Eder por meio de Silvio Araújo, ex-assessor do ex-governador.

Mudança de versão

Após o pagamento, conforme a reportagem, Eder acabou mudando de versão. Ele chegou a se retratar do depoimento e pedir que suas declarações não fossem levadas em conta como prova, mas a Justiça negou os pedidos.

Na época, o ex-secretário alegou que havia mentido no primeiro depoimento, em razão de ter sido "tomado pela emoção" por não ter sido indicado para a vaga no TCE.

A mudança de versão, no entanto, foi levada em conta na decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu arquivar o inquérito que apurava a possível participação de Blairo Maggi no esquema.

Como a delação revelou que a versão de Eder seria mentirosa e "paga com propina", segundo a reportagem, a PGR poderá abrir novos inquéritos ou até solicitar a reabertura da investigação contra o ministro.

Envolvimento de Bezerra e Wellington

Ainda na delação, Silval tambem teria citado que o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) recebeu R$ 4 milhões para apoiar uma candidatura à Prefeitura de Cuiabá. O nome do candidato não foi citado.

O senador Wellington Fagundes (PR), conforme a reportagem, também foi citado por Silval como beneficiário de propinas de construtoras, a título de doações de campanha.

Bezerra se defendeu dizendo que o pagamento citado por Silval "não tem fundamento", uma vez que ele faz parte do diretório estadual do partido e não interfere em eleições municipais.

Já Wellington alegou que todas que as doações recebidas por ele constam em sua prestação de contas à Justiça Eleitoral.

Por sua vez, o ministro Blairo Maggi, em nota, disse nunca fez ou autorizou qualquer pagamento para que Eder mudasse sua versão e classificou a acusação como "mentirosa, leviana e criminosa".

Ele ainda afirmou que jamais usou meios ilícitos na sua vida pública ou em suas empresas.

Veja a reportagem do Jornal Nacional AQUI.


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Junho de 2018
21.06.18 15h21 » Maioria dos ministros do STF vota por liberar sátiras sobre candidatos
21.06.18 15h18 » Investigação sobre menções a ministros do STF é arquivada
21.06.18 14h31 » Cármen Lúcia diz que não se pode 'demonizar' a política
21.06.18 11h21 » Ministra: alegações de ex-Casa Civil não tem respaldo na ação
20.06.18 16h50 » Supremo autoriza Polícia Federal a firmar acordos de delação premiada
19.06.18 08h53 » Ministra do STF nega pedido de soltura de ex-chefe da Casa Civil
15.06.18 11h47 » Lava Jato ganhou projeção exagerada e indevida, diz Gilmar Mendes
14.06.18 17h30 » STF proíbe condução coercitiva de réus e investigados para depoimento
14.06.18 15h33 » 2ª Turma do STF julgará recurso de Lula sobre áudios da Lava Jato
12.06.18 17h44 » STF decide que denúncia contra Blairo vai tramitar na 1ª Instância



Copyright © 2018 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet