Artigos
  • VICTOR MAIZMAN
    Se agente público pode agir de forma discricionária, Constituição censura atitudes incoerentes
STF / OPERAÇÃO LAVA JATO

Tamanho do texto A- A+
31.01.2017 | 14h42
Delações da Odebrecht homologadas por Cármen Lúcia estão nas mãos de Janot
Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai analisar conteúdo das delações da Odebrecht
Divulgação
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot
DO UOL

Já estão nas mãos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, as 77 delações premiadas feitas por executivos e ex-executivos da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato.

Os acordos de colaboração chegaram à PGR (Procuradoria-Geral da República) nesta segunda-feira (30), mesmo dia em que foram homologadas pela presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia.

A partir de agora, caberá a Janot analisar o conteúdo dessas delações. O procurador terá algumas opções: apresentar denúncia imediata; abrir inquéritos para investigar os fatos e nomes citados pelos delatores; e encaminhar para outras instâncias judiciais --STJ (Superior Tribunal de Justiça], Justiça comum etc.-- casos que não envolverem pessoas com foro privilegiado.

Questionado hoje por jornalistas sobre os próximos passos do caso, Janot se limitou a afirmar que "não é hora de falar sobre isso".

À tarde, o procurador se reuniu rapidamente com a ministra Cármen Lúcia, encontro que não estava previsto nas agendas de ambos. Ele saiu da reunião sem falar com a imprensa.

Homologação

Cármen Lúcia homologou os acordos de delação premiada da Odebrecht menos de uma semana depois de Rodrigo Janot ter pedido a ela urgência na avaliação das colaborações.

Um dia depois de se reunir com ele, a presidente do STF determinou a continuidade dos trabalhos da equipe do ex-ministro Teori Zavaski, que morreu no dia 19 deste mês após a queda de um avião em Paraty (RJ). Teori era relator da Lava Jato na Suprema Corte do país e estava prestes a homologar as delações.

Delações da Odebrecht

A colaboração de executivos e ex-executivos da empreiteira baiana foi negociada durante meses e é considerada a mais explosiva da Lava Jato. 

Em dezembro do ano passado, veio a público a colaboração de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da empresa e um dos primeiros a depor. Em sua delação, ele citou, entre outros nomes, o presidente Michel Temer, os ministros Moreira Franco (Programa de Parcerias e Investimentos), Eliseu Padilha (Casa Civil) e os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

Outros delatores também citaram os ex-presidentes petistas Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). (Com Estadão Conteúdo)

Fonte:

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/01/30/delacoes-homologadas-por-carmen-lucia-estao-nas-maos-de-janot.htm

 

 

 


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Maio de 2017
22.05.17 09h13 » Randolfe pede que STF impeça Senado de votar situação de Aécio
19.05.17 09h16 » Fachin nega pedido de prisão contra o senador Aécio Neves
19.05.17 09h14 » Ministro autoriza abertura de inquérito para investigar Temer
05.05.17 08h51 » Abaixo-assinado online pede impeachment de ministros do STF
04.05.17 08h30 » Fachin nega liberdade a Palocci e manda caso ao plenário
04.05.17 08h21 » STF dispensa autorização da Assembleia para processar Pimentel
03.05.17 08h29 » Gilmar Mendes diz que Lava Jato não constrange Supremo
02.05.17 17h17 » Assembleia tenta extinguir ação que trava indicação ao TCE
Abril de 2017
27.04.17 17h24 » Ministro de MT critica Moro: "passou dos limites"
26.04.17 08h21 » Fachin quer mais um juiz para tocar inquéritos da Lava Jato



Copyright 2012 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet