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25.05.2018 | 08h01
STJ barra pedido de deputado estadual para suspender inquérito
Decisão foi assinada pela ministra Maria Thereza de Assis Moura nesta quinta-feira (25)
Roberto Jayme/ASICS/TSE
A ministra do Superior Tribunal de Justiça, Maria Thereza de Assis Moura
DA REDAÇÃO

A ministra do Superior Tribunal de Justiça, Maria Thereza de Assis Moura, negou nesta quinta-feira (24) uma liminar em habeas corpus no qual a defesa do deputado estadual Mauro Savi (DEM) pedia a suspensão do inquérito da Operação Bereré.

Savi está preso desde o dia 9 de maio, após a deflagração da segunda fase da operação, que investiga o pagamento de propina a políticos e servidores no âmbito de um contrato entre o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e a empresa EIG Mercados. A empresa fazia o registro dos contratos de financiamento de veículos no Estado.

O habeas corpus foi assinado pelo advogado Paulo Fabrinny Medeiros. Além da suspensão do inquérito no pedido liminar, no mérito o advogado requereu a anulação de toda a investigação. O mérito ainda será julgado pelo STJ.

O sistema do STJ não deu detalhes sobre a decisão desta quinta.

Julgamento adiado

Na tarde desta quinta, Savi já havia sofrido uma derrota parcial no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.  Em votação, a maioria dos desembargadores votou por manter a prisão do parlamentar.

O julgamento foi adiado em razão do pedido de vistas do desembargador Marcos Machado. Até o momento, dos 30 desembargadores, 16 votaram pela manutenção da prisão e dois pela soltura.

O caso deverá retornar para julgamento apenas no dia 14 de junho, caso o deputado não seja solto por meio de outra medida judicial.

Mauro Savi foi preso durante a 2ª fase da Bereré, que apura esquema de fraude, desvio e lavagem de dinheiro na ordem de R$ 30 milhões, que operou de 2009 a 2015.

Segundo as investigações, parte dos valores repassados pelas financeiras à EIG Mercados retornava como propina a políticos e empresários, dinheiro esse que era “lavado” pela empresa Santos Treinamento – parceira da EIG no contrato - e por servidores da Assembleia, parentes e amigos dos investigados.

O deputado é apontado como um dos líderes e maiores beneficiários do esquema. O Ministério Público Estadual (MPE) afirmou que ele recebia propinas milionárias através do empresário Claudemir Pereira, então sócio da Santos Treinamento. Savi ainda teria exigido R$ 1 milhão dos sócios da EIG, em 2014, para aceitar encerrar as negociações ilícitas.


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