Artigos
  • GILMAR MENDES
    Esse procedimento acaba sendo o meio para coibir interpretações equivocadas e mesmo abusos na prisão
  • ELVIS KLAUK JR
    Antes de fechar negócio é muito importante verificar se o imóvel está com os respectivos documentos em ordem
  • PAULO LEMOS
    Na política, há um quadro crônico e agudo de delírios, alucinações, desejos, impulsos e compulsões
T. Superiores / QUASE 7 MESES PRESO

Tamanho do texto A- A+
18.12.2017 | 16h36
Ex-comandante-geral da PM interpõe novo recurso para soltura
Defesa de Zaqueu Barbosa recorreu de decisão do ministro Mauro Campbell, do STJ
MidiaNews
O coronel Zaqueu Barbosa: nova medida visando obtenção de liberdade
LUCAS RODRIGUES
DA REDAÇÃO

A defesa do ex-comandante-geral da PM, coronel Zaqueu Barbosa, interpôs um novo recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar obter a liberdade do militar, preso há quase sete meses sob a acusação de ter integrado o esquema de interceptações clandestinas que operou no Estado.

O recurso foi protocolado na última sexta-feira (13). Zaqueu teve a liberdade negada pelo ministro Mauro Campbell, no dia 1º de dezembro.

Na ocasião, o magistrado entendeu que não era competente para analisar o caso, uma vez que desmembrou a ação contra Zaqueu e outros quatro militares para a 11ª Vara da Justiça Militar de Cuiabá.

O coronel foi preso no dia 23 de maio, juntamente com o cabo Gérson Correa, por ordem do juiz Marcos Faleiros, que atuava na Vara Militar de Cuiabá à época.

As prisões ocorreram dias após a exibição de uma reportagem no programa “Fantástico”, da Rede Globo, que mostrou que o sistema funcionaria por meio da tática de “barriga de aluguel”, quando números de pessoas que não têm qualquer relação com investigações policiais são inseridos de maneira disfarçada – sob outras identificações – em pedidos de quebra de sigilos telefônicos feitos à Justiça.

Zaqueu e Gérson são acusados de serem os principais operadores do esquema no núcleo militar da organização criminosa. O primeiro está detido no Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o segundo no Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam)

Sandra Fado

mauro campbell

O ministro Mauro Campbell, relator do recurso

Até o momento, somente o cabo Gérson confessou os crimes, enquanto Zaqueu nega ter cometido qualquer conduta ilegal em sua atuação.

Após ser preso, o coronel Zaqueu tentou obter a liberdade por meio de vários habeas corpus nas diversas instâncias da Justiça.

Todavia, todas as medidas foram rejeitadas, tanto no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), quanto no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e até pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em setembro, o TJ-MT aceitou a denúncia dos “grampos” e os dois viraram réus na ação penal, juntamente com outros três militares (os coronéis Evandro Alexandre Lesco e Ronelson Barros, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, respectivamente, e o coronel Januário Batista).

Neste meio tempo, outros militares e até ex-secretários foram presos por participação no esquema, a exemplo de Paulo Taques (Casa Civil) e Rogers Jarbas (Segurança), mas foram posteriormente soltos.

Atualmente, todo o caso tramita sob a responsabilidade do ministro Mauro Campbell, com exceção da investigação contra os militares envolvidos, que foi remetida para a 1ª Instância.

A participação

Antes de o caso “subir” ao STJ, as investigações que estavam nas mãos do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, indicavam que Zaqueu, junto com Gérson, foi o principal responsável pelos crimes praticados pelo grupo.

Segundo Perri, o coronel foi o idealizador do plano de criação do Núcleo de Inteligência da Polícia Militar, ainda em setembro de 2014. À época, ele exercia a função de subchefe do Estado Maior Geral da PM-MT.

Também de acordo com o desembargador, o Núcleo foi criado totalmente à margem da lei e das normativas internas da PM, não tendo outro objetivo senão o de realizar escutas telefônicas clandestinas.

“O cel. Zaqueu foi, portanto, iniludivelmente, o idealizador de todo o esquema criminoso, não só no aspecto material, como também, valendo-se da função de subchefe do Estado Maior Geral da PM-MT, ter arregimentado profissionais para trabalhar na missão, escolhendo aqueles mais habilidosos no assunto de inteligência e, notadamente, em interceptação telefônica”.

Leia mais sobre o assunto:

Ministro do STJ mantém prisão de ex-comandante-geral da PM

Coronel e cabo da PM completam 6 meses presos por “grampos”


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Janeiro de 2018
19.01.18 17h02 » Ministra do STJ nega pedido de Cunha para ser transferido para Brasília
17.01.18 10h06 » Superior Tribunal de Justiça abre concurso para técnico e analista
13.01.18 09h31 » STJ mantém prisão de mãe que matou recém-nascido por asfixia
10.01.18 09h07 » Empresário investigado em operação da PF continuará preso
08.01.18 17h58 » Réu pobre não pode ficar preso apenas por não conseguir pagar fiança, diz Laurita
03.01.18 16h39 » Presidente do STJ nega pedido de prisão domiciliar para mãe acusada de homicídio
03.01.18 16h34 » Só há partilha entre amantes se bens foram obtidos por esforço comum, diz STJ
Dezembro de 2017
30.12.17 09h38 » Presidente do STJ nega pedido de liberdade de Wesley Batista
29.12.17 16h02 » STJ revoga prisão de cabo da PM, mas ele permanece na cadeia
18.12.17 16h36 » Ex-comandante-geral da PM interpõe novo recurso para soltura



Copyright © 2018 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet