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T. Superiores / PRESOS POR GRAMPOS

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04.10.2017 | 15h01
Advogados de ex-Casa Civil e major vão ao STJ por liberdade
Pedidos de Paulo Taques e Michel Ferronato foram protocolados na última terça (3), em Brasília
Marcus Mesquita/MidiaNews
O ex-secretário Paulo Taques, preso nas investigações relativas ao esquema de grampos
CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

As defesas do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, e do major da PM Michel Ferronato ingressaram com habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para obter a soltura de ambos.

Eles foram presos no último dia 27, acusados de participar de uma trama que tinha como objetivo conseguir o afastamento do desembargador Orlando Perri das investigações que apuram um esquema de grampos ilegais operado em Mato Grosso.

O HC do ex-secretário Paulo Taques foi impetrado na terça-feira (3) pelos advogados Claudio Demczuk de Alencar, Pedro Correa Pertence e Marina Antunes Lima.

O pedido ainda não foi distribuído a um relator.

A defesa de Ferronato, representada pelos advogados Carlos Frederick e Kalynca Silva, também ingressou com pedido na tarde de ontem.

Na manhã desta quarta (4), ele já foi distribuído, por sorteio, ao ministro Antonio Saldanha, da Sexta Turma do STJ.

Operação Esdras

A Operação Esdras desbaratou o grupo acusado de montar uma estratégia para atrapalhar as investigações relacionadas aos grampos ilegais e obter a suspeição do desembargador Orlando Perri, que conduz o caso.

Além de Paulo Taques e Ferronato, foram presos os então secretários de Segurança Pública, Rogers Jarbas, e o de Justiça e Direitos Humanos, Airton Siqueira - já exonerados - e o ex-secretário da Casa Militar, Evandro Lesco.  

Tiveram a prisão decretada ainda a personal trainer Helem Christy Carvalho Dias Lesco, esposa de Lesco; o sargento João Ricardo Soler e o empresário José Marilson da Silva.

A operação só possível graças à denúncia do tenente-coronel José Henrique Soares, escrivão do inquérito policial militar sobre o caso dos grampos, que havia sido cooptado pelo grupo, mas se arrependeu.

Ele entregou à Polícia Civil uma farda em cujo bolso estava acoplada uma câmera, que seria usada para filmar o desembargador. A ideia era pedir a suspeição dele.

O nome da operação é uma referência ao personagem Esdras ("Aquele que ajuda, Ajudador, Auxiliador"), da tradição judaico-cristã. Ele liderou o segundo grupo de retorno de israelitas que retornaram de Babilónia em 457 a.C. . Descendente de Arão, o primeiro Sumo Sacerdote de Israel, Esdras era escriba (copista da lei de Moisés) entendido na lei de Moisés.

Leia mais sobre o assunto:

Defesa vai ao STJ e tenta liberdade de secretário de Justiça

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