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T. Superiores / GRAMPOS E OBSTRUÇÃO

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04.10.2017 | 09h30
Ministro do STJ nega pedido de liberdade a coronel preso pelo TJ
Airton Siqueira está detido desde o dia 27, acusado de tentar obstruir investigação sobre grampos
Alair Ribeiro/MidiaNews
O coronel Airton Siqueira Junior, que vai permanecer preso
CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) indeferiu, nesta terça-feira (3), um pedido de habeas corpus feito pelo coronel Airton Siqueira, ex-secretário de Estado de Justiça.

Ele está preso desdo o último dia 27, acusado de obstruir as investigações da Polícia Civil sobre o esquema dos grampos operado em Mato Grosso.

"Não concedida a medida liminar de Airton Siqueira, solicitadas as informações e determinada a vista dos autos ao Ministério Público Federal", decidiu o ministro Ribeiro Dantas.

O pedido de liberdade havia sido protocolado na manhã do último sábado (30) pelos advogados Jerferson Santana da Silva e Victor Thiago Marques Ochiucci. 

Como a decisão ainda não foi publicada, não é possível saber quais os argumentos usados pelo ministro para negar o HC. Sabe-se apenas que Dantas encaminhou os autos ao Ministério Público Federal.

Siqueira é acusado pela Polícia Civil de participar de um plano para tentar obstruir as investigações sobre a chamada "grampolândia pantaneira".

Sua prisão foi requerida pela delegada Ana Cristina Feldner, responsável pelo inquérito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que apura o caso, e decretada pelo desembargador Orlando Perri.

Operação Esdras

A operação desbaratou o grupo acusado de montar uma estratégia para obter a suspeição do desembargador Orlando Perri.

Além de Siqueira, também foram presos na operação o então secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas - já exonerado -, os ex-secretários Paulo Taques (Casa Civil) e Evandro Lesco (Casa Militar). 

Tiveram a prisão decretada ainda a personal trainer Helen Christy Carvalho Dias Lesco, esposa de Lesco; o major Michel Ferronato; o sargento João Ricardo Soler e o empresário José Marilson da Silva.

Apesar de ter sido alvo de prisão somente na última semana, o coronel Airton Siqueira já vinha sendo investigado e tendo seu nome ligado ao esquema de escutas criminosas.

O nome da operação é uma referência ao personagem Esdras ("Aquele que ajuda, Ajudador, Auxiliador"), da tradição judaico-cristã. Ele liderou o segundo grupo de retorno de israelitas que retornaram de Babilónia em 457 a.C. . Descendente de Arão, o primeiro Sumo Sacerdote de Israel, Esdras era escriba (copista da lei de Moisés) entendido na lei de Moisés.


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