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07.08.2017 | 08h27
Advogados de Brasília tentarão liberdade de Paulo no STJ
Ex-secretário da Casa Civil foi preso pela acusação de ter grampeado ex-amante e ex-secretária
MidiaNews
O ex-secretário Paulo Taques: defesa aposta no STJ para obter liberdade
LUCAS RODRIGUES
DA REDAÇÃO

O advogado Paulo Taques, ex-secretário chefe da Casa Civil, preso na última sexta-feira (4), contratou uma banca de advogados de defesa em Brasília e irá tentar revogar a decisão do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Paulo foi preso na última sexta-feira (04) sob a acusação de participar de um esquema de grampos telefônicos ilegais, além de obstruir as investigações da Justiça.

Segundo apurou o MidiaNews, sua defesa entrará com habear corpus sim diretamente no STJ (Superior Tribunal de Justiça) ao invés de tentar revogar a prisão no próprio Tribunal de Justiça.

Isso porque haveria um clima desfavorável no TJ-MT em relação ao caso e, provavelmente, segundo interlocutores ligados à Paulo, dificilmente a defesa obteria uma decisão favorável à liberdade do ex-secretário.

Vamos partir do princípio de que temos apenas um tiro. E não podemos arriscar esse único tiro entrando com recurso em um plantão no Tribunal de Justiça

Para a defesa, não haveria elementos suficientes que justificassem a prisão preventiva de Paulo.

"Houve excesso e iremos evidenciar isso nos autos".

Grampos ilegais

Paulo Taques está no epicentro de um escândalo de grampos ilegais que ganhou repercussão nacional após reportagem divulgada pelo "Fantástico", da Rede Globo. Ele está detido no Centro de Custódia da Capital.

Pesa contra o ex-secretário a suspeita de que ele teria mandado "grampear" sua ex-amante, a publicitária Tatiana Sangalli, e sua ex-assessora Carolina Mariane.

Outro argumento usado pelo desembargador Orlando Perri para justificar a prisão foi o risco de Paulo Taques destruir provas e documentos importantes para a investigação, uma vez que ainda teria forte influência no Governo.

O ex-secretário também é suspeito de ter integrado o esquema que operou escutas clandestinas ilegais no Estado, juntamente com um grupo de policiais militares, cujas vítimas teriam sido advogados, médicos, um jornalista e adversários políticos.

Os "grampos" ocorriam por meio da tática "barriga de aluguel", quando números de pessoas não investigadas são inseridos indevidamente em um pedido de quebra de sigilo telefônico.

Entre os grampeados estariam a deputada Janaina Riva (PMDB); o advogado José do Patrocínio; o desembargador aposentado José Ferreira Leite; os médicos Sérgio Dezanetti, Luciano Florisbelo da Silva, Paullineli Fraga Martins, Hélio Ferreira de Lima Junior e Hugo Miguel Viegas Coelho.

Leia mais sobre o assunto: 

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