Artigos
  • LUIZ FLÁVIO GOMES
    Barroso e Marco Aurélio repugnam ato de Toffoli. Há duas iniciativas contra esse absurdo chamado foro privilegiado
  • RENATO GOMES NERY
    Parece que estamos fadados ao cruel destino de continuar a conviver com edificações malfeitas!
T. Superiores / LEGITIMIDADE

Tamanho do texto A- A+
08.11.2016 | 17h23
Delatados não podem questionar acordo de colaboração premiada
Somente as partes que celebram o acordo têm legitimidade para questioná-lo
Divulgação
O entendimento foi proferido pela 5ª turma do STJ em julgamento de recurso em HC
DA ASSESSORIA

Corréus, na condição de delatados, não podem questionar a validade do acordo de colaboração premiada celebrado por outros. O entendimento foi proferido pela 5ª turma do STJ em julgamento de recurso em HC apresentado por três integrantes da cúpula da PM do RJ presos preventivamente em virtude das investigações da chamada Operação Carcinoma.

Os recorrentes foram denunciados por desvio de verbas do Fundo de Saúde da Polícia, por meio de fraudes a licitações, peculato, falsidade ideológica e concussão. A denúncia foi subsidiada por acordo de colaboração premiada celebrado por um corréu.

Alegando que a Auditoria Militar do Estado do RJ seria "absolutamente incompetente" para homologar o acordo, devido à ausência de previsão legal no Código Penal Militar e no Código de Processo Penal Militar do crime de organização criminosa, a defesa requereu a declaração da ilicitude do acordo de colaboração premiada.

Relator do recurso, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca não acatou o argumento da defesa. Explicou que "a colaboração premiada é uma técnica especial de investigação, meio de obtenção de prova advindo de um negócio jurídico processual personalíssimo, que gera obrigações e direitos entre as partes celebrantes (Ministério Público e colaborador), não possuindo o condão de, por si só, interferir na esfera jurídica de terceiros, ainda que citados quando das declarações prestadas, faltando, pois, interesse dos delatados no questionamento quanto à validade do acordo de colaboração premiada celebrado por outrem".

 

Assim, concluiu que "somente possuem legitimidade para questionar a legalidade do acordo de colaboração premiada as próprias partes que o celebraram". Segundo o ministro, aos coinvestigados ou corréus, na condição de coautores ou partícipes, que porventura tenham sido citados na delação, resta somente a possibilidade de "questionar as declarações efetivamente prestadas pelo colaborador, até porque o acordo, em si, não tem o condão de atingir a sua esfera jurídica, faltando-lhe, pois, interesse de agir no que se refere à legalidade ou não do acordo".


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Fevereiro de 2018
13.02.18 09h08 » Candidatos poderão financiar com recursos próprios, diz TSE
11.02.18 17h10 » STJ decidirá se mantém bloqueio de R$ 4 milhões contra Maggi
08.02.18 14h37 » Fux diz que TSE pode reavaliar possibilidade de político ficha suja se candidatar
03.02.18 11h35 » STJ "barra" viagem de procurador ao RJ para acompanhar neto doente
02.02.18 15h23 » STJ rejeita maioria dos recursos contra condenações criminais
Janeiro de 2018
31.01.18 10h20 » Ministro do STJ nega pedido da defesa para evitar que Lula seja preso
19.01.18 17h02 » Ministra do STJ nega pedido de Cunha para ser transferido para Brasília
17.01.18 10h06 » Superior Tribunal de Justiça abre concurso para técnico e analista
13.01.18 09h31 » STJ mantém prisão de mãe que matou recém-nascido por asfixia
10.01.18 09h07 » Empresário investigado em operação da PF continuará preso



Copyright © 2018 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet