Artigos
  • VICTOR MAIZMAN
    É recorrente a insatisfação e inconformismo da sociedade quanto à elevada carga tributária
  • RENATO NERY
    A imprensa diariamente notícia novos casos de apropriação do espólio da viúva
T. Superiores / STJ

Tamanho do texto A- A+
05.10.2016 | 15h16
Ministro Felix Fischer nega pedido de liberdade para Palocci
Defesa pretendia revogar prisão alegando que esta teria ocorrido no período eleitoral
Reprodução
O ex-ministro Antonio Palocci, que teve liminar negada
DO MIGALHAS

O ministro Felix Fischer, do STJ, negou liminar pretendida pela defesa do ex-ministro Antonio Palocci e de seu ex-assessor Branislav Kontic, presos na 35ª fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 4.

No HC impetrado no STJ, a defesa pretendia revogar a prisão preventiva, sob a alegação de “manifesta ilegalidade” e “carência de fundamentos”. Afirmou ainda que a prisão teria ocorrido no período eleitoral, o que é proibido por lei. Inicialmente, Pallocci e Kontic foram alvo de prisão temporária, medida convertida depois em prisão preventiva, já às vésperas das eleições municipais.

Na decisão, o ministro Fischer afirma que há controvérsia em torno do artigo 236 do Código Eleitoral, uma vez que há entendimento de que as razões de sua edição não mais subsistiriam nos dias de hoje. Essa questão, no entanto, segundo ele, é indiferente para a análise do pedido de liminar. É que, conforme destacou o ministro, a legislação só pode impedir a prisão, em período eleitoral, daqueles que estiverem em liberdade.

“Não é demasiado lembrar que os pacientes já se encontravam segregados, por força da prisão temporária, quando, em seu desfavor, decretou-se a prisão preventiva”, afirmou o ministro. “Se o indivíduo já se encontra segregado, ainda que em decorrência de outro título, não se concebe a inibição do ato de o prender ou deter, pela razão simples de que já está preso."

O ministro comentou a inviabilidade da tese da defesa, segundo a qual a legislação eleitoral não admitiria a conversão de outras formas de prisão em preventiva às vésperas da eleição. Citou, por exemplo, a hipótese de conversão de flagrante em prisão preventiva, desde que presentes as hipóteses legais.

“Se não mais se pode manter alguém preso somente por força do flagrante, sendo de rigor sua conversão em prisão preventiva, a inviabilidade de cumprirem-se tais prisões preventivas no período eleitoral funcionaria como uma extravagante autorização para que neste interregno se pudessem praticar crimes, com a exoneração de qualquer tipo de segregação."

O mérito do pedido do habeas corpus ainda será julgado pelos ministros que compõem a 5ª turma do STJ, presidida por Felix Fischer.


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Junho de 2018
20.06.18 17h26 » STJ restringe foro de governadores a crimes relacionados ao cargo
20.06.18 16h54 » Luiz Fux diz que é preciso 'mais imprensa e mais jornalismo'
15.06.18 15h17 » Ministra do STJ nega mais um pedido de soltura de deputado
14.06.18 14h05 » Ministra cita “complexidade” do caso ao negar soltura a deputado
12.06.18 10h41 » Ministra do STJ nega habeas e Savi continua detido em Cuiabá
12.06.18 09h29 » Defesa vai ao STJ e acusa desembargador de fazer “malabarismo”
11.06.18 13h20 » Ministra do STJ nega HC e mantém prisão de irmão de ex-secretário
08.06.18 18h00 » Fux diz que Justiça vai remover imediatamente 'fake news'
08.06.18 09h07 » Ministra rejeita “falta de fundamentação” na prisão de Paulo
07.06.18 16h41 » Ministro do TSE determina retirada do ar de 'fake news' sobre Marina Silva



Copyright © 2018 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet