Artigos
  • FRANCISCO FAIAD
    A Portaria 1129 do Ministério do Trabalho e a caracterização do trabalho escravo
  • NALIAN CINTRA
    A mediação é uma ferramenta de extrema relevância para a estabilidade no mundo empresarial
J. Eleitoral / SEM "INIMIZADE"

Tamanho do texto A- A+
19.10.2016 | 14h55
Juiz nega ser suspeito para julgar WS e diz ter votado em tucano
Wilson Santos tentou impedir que Paulo de Toledo julgue suas ações na Justiça Eleitoral
Alair Ribeiro/TRE-MT
O juiz Paulo de Toledo Ribeiro Júnior, da 1ª Zona Eleitoral de Cuiabá: sem suspeição
DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O juiz Paulo de Toledo Ribeiro Júnior, da 1ª Zona Eleitoral de Cuiabá, negou ser suspeito para atuar nos casos que envolvem o candidato a prefeito Wilson Santos (PSDB). Um pedido de exceção de suspeição foi protocolado pela coligação do tucano no início da semana.

Na ação, a defesa de Wilson alegou que o juiz acabou “nutrindo uma inimizade” capaz de interferir em seus julgamentos.

Os advogados da coligação, no pedido de suspeição, narraram inúmeros trechos de decisões de Toledo que justificariam o afastamento do magistrado nas causas envolvendo o candidato.

“Há não só indícios, mas provas insofismáveis de que Vossa Excelência tem todo o interesse em prejudicar os Excipientes, em virtude dos programas eleitorais que estão sendo veiculados no horário eleitoral gratuito”, afirmaram os advogados.

Sem ranço e voto em WS

Paulo de Toledo, entretanto, negou qualquer ranço contra o advogado José Rosa, que coordena o jurídico da campanha tucana, ou contra Wilson Santos. O juiz revelou, ainda, já ter votado em Wilson em eleições passadas.

“Em relação ao candidato Wilson Pereira dos Santos, nada tenho pessoalmente contra o mesmo, pelo contrário, sempre tive alguma simpatia, até porque em eleições passadas o mesmo já teve o meu voto tanto para a Prefeitura de Cuiabá, quanto para deputado estadual”, disse.

Todos os trechos de minhas decisões, somente com muita elucubração jurídica e fantasiosa, pode-se pensar que são demonstrações de ódio

“E, pelo contrário como dizem os excipientes, a minha simpatia pelo candidato Wilson Pereira dos Santos não me influenciaria jamais para decidir alguma coisa a seu favor ou contra o mesmo. Não tenho e nem nunca tive qualquer interesse em que os excipientes percam as eleições, tenho sim, uma preocupação em tentar mostrar aos candidatos a forma como devem agir, no sentido de instruir a população eleitora sobre o que mais lhes interessa”, afirmou.

O juiz ainda ressaltou que sempre imprime caráter opinativo em suas decisões e negou mudar o seu modo de pontuar nas ações.

“Todos os trechos de minhas decisões coladas pelos excipientes, somente com muita elucubração jurídica e fantasiosa, pode-se pensar que são demonstrações de ódio contra os excipientes”, disse.

“Acontece que não decidi apenas uma reclamação em que os excipientes são partes, por isso, disse que os mesmos eram contumazes ao infringir as leis, posto que, em todas às vezes, de alguma forma, estavam a infringir as leis. Apenas a título de esclarecimento, se os excipientes não houvessem infringido a legislação eleitoral, não teriam qualquer problema”, afirmou.

Por fim, o juiz negou ser suspeito e determinou que o pleno do Tribunal Regional Eleitoral também decida sobre o caso.

“Pelas razões apresentadas, impossível vislumbrar qualquer ranço sequer de animosidade, muito menos de inimizade, de ódio, de repulsa ou de querer prejudicar quem quer que seja. Tenham a certeza os excipientes que, se estiverem com a razão, receberão o mesmo tratamento, com rigor, mas de forma favorável”, completou.

Interferência

No início da semana, o marqueteiro Kleber Lima, que coordena o marketing de Wilson, afirmou que a Justiça Eleitoral estava interferindo na campanha com o objetivo de prejudicar o candidato tucano.

Ele citou uma decisão de Toledo contra Wilson por conta de uma publicação no Facebook.

“A Justiça Eleitoral está interferindo no jogo. O bom juiz não interfere na partida. Eu vejo isso com tristeza, porque eles estão decretando o fim do debate político. Não podemos dizer sequer que o Emanuel é filiado ao PMDB de Silval Barbosa. Isso é inédito no Brasil, a Justiça Eleitoral interferindo e definindo o que é a pauta, e o que não é, no debate eleitoral”, afirmou.

Leia também:

Marqueteiro diz que Justiça Eleitoral extrapola e prejudica Wilson


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Outubro de 2017
11.10.17 17h22 » MP Eleitoral emite parecer pela cassação de vereador de Cuiabá
10.10.17 17h43 » Juiz nega pedido e mantém cassação da prefeita Lucimar em VG
03.10.17 17h35 » Justiça cassa, pela segunda vez, o mandato da prefeita Lucimar
02.10.17 15h41 » Juiz cassa e anula votos de dois vereadores do PSC em Cuiabá
Setembro de 2017
29.09.17 14h35 » Juiz Antônio Pejeja Júnior é eleito para o TRE em Mato Grosso
13.09.17 16h35 » Prefeito é cassado por pagar horas extras ilegalmente a servidores
13.09.17 15h51 » Juiz cassa mandato de vereador de Cuiabá e deixa 10 inelegíveis
Agosto de 2017
24.08.17 11h35 » Juiz anula votos de cinco e composição da Câmara pode mudar
24.08.17 11h27 » Juiz rejeita acusação de compra de votos em campanha de WS
23.08.17 18h05 » Juiz rejeita recurso e mantém cassação de vereador em Cuiabá



Copyright 2012 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet