Artigos
  • THAYSON HENRIQUE MOTA
    Tribunais inferiores continuavam a proferir decisões pela formação de grupo econômico sustentando o poder de comando em face da mera identidade de sócios
  • RODRIGO CARVALHO
    Não cabe a nenhum órgão de controle interno ou externo e ao Judiciário criar limites à função do procurador
  • RENATO NERY
    Quanta gente não se embriagou com milionários cargos públicos supridos pela desenfreada corrupção?
  • VICTOR MAIZMAN
    A Constituição impõe que no tocante ao ICMS, quanto mais essencial for o produto ou serviço, menor deve ser a alíquota
J. Eleitoral / "EXTRAPOLOU"

Tamanho do texto A- A+
14.10.2016 | 14h34
TRE revoga decisão e restabelece programa eleitoral de Wilson
Desembargador apontou que decisão contra tucano foi além do que determina a lei
Marcus Mesquita/MidiaNews
O vice-presidente do TRE-MT, desembargador Luiz Ferreira da Silva, que revogou a decisão que suspendeu o programa de Wilson Santos (PSDB)
DA REDAÇÃO

O vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), desembargador Luiz Ferreira da Silva, atendeu ao pedido da coligação do candidato a prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), e determinou a revogação da decisão que suspendeu seu programa eleitoral, que havia sido suspenso por dois dias.

A decisão liminar (provisória) foi proferida no fim da tarde desta quinta-feira (13), mesma data em que o juiz Paulo de Toledo Ribeiro Júnior, ao atender requerimento da coligação de Emanuel Pinheiro, determinou a suspensão do programa eleitoral e inserções no Rádio e na TV do tucano.

Com a decisão, o espaço destinado a Wilson será normalizado já nesta sexta-feira (14).

No recurso, a defesa de Wilson afirmou que decisão de Paulo Ribeiro era absurda, "pois determinou a perda do tempo sem que tenha ocorrido qualquer situação que pudesse  autorizar tal medida, sobretudo pelo fato de que a propaganda em alusão ter abordado “tema público e verdadeiro que é a precoce aposentadoria do candidato Emanuel Pinheiro”.  
 

Não se justifica a perda do direito de a impetrante levar a cabo sua propaganda política por dois dias, como determinado pelo autor da decisão objurgada

Ao final, a assessoria requereu medida liminar para restabelecer o direito a veiculação de propaganda eleitoral nesta sexta-feira,  e também suspender a determinação judicial de perda de tempo em dobro do usado na prática do ilícito.
 
"Extrapolou"
 
Em seu despacho, o desembargador disse que a decisão proferida pelo juiz não se sustenta uma vez que “extrapolou os limites estabelecidos em lei no que se refere a sanção a ser aplicada a impetrante para hipótese de descumprimento da norma eleitoral em questão.
 
O desembargador escreveu ainda que, como o juiz Paulo de Toledo Ribeiro Junior reconheceu que o candidato Emanuel Pinheiro teria sido atacado em sua honra, deveria ter sido aplicado os termos do § 1º do art. 52 da Resolução TSE 23.457/2015 que diz que o “partido político ou coligação que veicular propaganda que possa degradar ou ridicularizar candidatos, sujeitar-se- à perda do direito à veiculação de propaganda do horário eleitoral do dia seguinte à decisão”.

“Não se justifica a perda do direito de a impetrante levar a cabo sua propaganda política por dois dias, como determinado pelo autor da decisão objurgada, sendo suficiente, de acordo com o normativo regente, bem ainda em consonância com o § 1º do art. 53 da Lei n. 9.504/1997, que seu cumprimento se limite ao dia 13/10/2016”, disse.

Suspensão

Ao determinar a suspensão do programa eleitoral de Wilson por dois dias, o juiz Paulo Ribeiro declarou que o tucano e sua coligação voltaram a infringir a legislação eleitoral.

“Mais uma vez, como de costume nestas eleições, os representados nos surpreendem ferindo de morte a legislação eleitoral, de forma contumaz, abusiva, dolosa de maneira a não deixar dúvidas quanto às intenções nada democráticas, nada sociais, nada educadas com que se portam”, declarou.

Paulo Ribeiro também afirmou que o tucano ainda cometeu a ilegalidade de “utilizar a população para agredir o candidato da representante”.

O juiz também ressaltou que, pela reincidência, é necessário tornar a punição cada vez mais rigorosa.

“Tendo em vista a abusividade da reincidência, a recalcitrância em cumprir a legislação e por dar mal exemplo aos eleitores, essa punição deve ser de forma eficaz e rigorosa. Explico como deve ser: tendo em vista que a propaganda aqui tratada, em sua totalidade, é inteiramente prejudicial ao candidato da representante, determino a suspensão imediata da propaganda, bem como a perda do direito de efetuar a propaganda nos dias 13 e 14 de outubro corrente”, declarou.

Leia mais:

Juiz cita "reincidência" e suspende programa de WS por dois dias


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Outubro de 2017
11.10.17 17h22 » MP Eleitoral emite parecer pela cassação de vereador de Cuiabá
10.10.17 17h43 » Juiz nega pedido e mantém cassação da prefeita Lucimar em VG
03.10.17 17h35 » Justiça cassa, pela segunda vez, o mandato da prefeita Lucimar
02.10.17 15h41 » Juiz cassa e anula votos de dois vereadores do PSC em Cuiabá
Setembro de 2017
29.09.17 14h35 » Juiz Antônio Pejeja Júnior é eleito para o TRE em Mato Grosso
13.09.17 16h35 » Prefeito é cassado por pagar horas extras ilegalmente a servidores
13.09.17 15h51 » Juiz cassa mandato de vereador de Cuiabá e deixa 10 inelegíveis
Agosto de 2017
24.08.17 11h35 » Juiz anula votos de cinco e composição da Câmara pode mudar
24.08.17 11h27 » Juiz rejeita acusação de compra de votos em campanha de WS
23.08.17 18h05 » Juiz rejeita recurso e mantém cassação de vereador em Cuiabá



Copyright 2012 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet