Artigos
  • VICTOR MAIZMAN
    O Poder Público deve enxergar aqueles que são a quase totalidade do setor produtivo do nosso Estado
  • JULIANO RIZENTAL
    Em MT, o regimento do TCE disciplinou que outros atores sociais podem dar início a processos de fiscalização
  • CARLOS ARECO
    O impacto criminal do decreto estadual n. 08/2019 e o artigo 96 da lei de licitações nº.8.666/93
J. Federal / LAVA JATO

Tamanho do texto A- A+
11.06.2018 | 17h28
Moro aponta 'propaganda' a favor de Lula e interrompe escritor
Ex-presidente é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Reprodução/Jornal Hoje
O juiz federal Sérgio Moro
DO G1

O juiz Sérgio Moro negou a palavra ao escritor Fernando Gomes de Morais em audiência do processo envolvendo o sítio de Atibaia nesta segunda-feira (11). “O senhor responde as perguntas que forem feitas”, disse Moro. 

Morais foi ouvido, por vídeoconferência, na condição de testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Neste processo, Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Lula recebeu propina proveniente de seis contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht e a OAS.

Os valores, conforme a acusação, foram repassados ao ex-presidente por meio de reformas realizadas no sítio. O ex-presidente nega a acusação e afirma não ser dono do imóvel.

Moro negou a palavra ao escritor após uma discussão entre ele e o advogado de Lula, Cristiano Zanin.

Propaganda

A pedido da defesa do ex-presidente, Morais descreveu um encontro entre Lula e o cantor Bono Vox, em Londres. Moro questionou qual era a relevância do episódio para o processo, e a defesa de Lula rebateu afirmando que diz respeito à reputação do acusado.

O juiz disse, então, que “a defesa pode divulgar as questões meritórias fora do processo”. Ainda conforme Moro, a questão não tem relevância para o caso analisado e que “o processo não deve ser utilizado para este tipo de propaganda”.

Segundos depois, Morais pediu para fazer o uso da palavra; o juiz respondeu que não.

Durante a resposta de outro questionamento, Morais disse que repudiava o termo propaganda usado pelo juiz.

“O meritíssimo fez uso da palavra propaganda, que eu repudio. Eu não estou aqui fazendo propaganda (...). Em nenhum momento eu teria razão para fazer propaganda de quem quer que seja. Eu não ia jogar fora uma carreira de 50 anos para fazer propaganda de um presidente da República”, afirmou o escritor.

Além de Fernando de Morais, também foi ouvidas como testemunhas de defesa do processo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Celso de Faria e Luiz Dulci, por exemplo.


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Fevereiro de 2019
12.02.19 09h20 » Dnit terá que indenizar família por morte de motorista na BR-163
08.02.19 17h20 » Conselho do TRF-4 nomeia Luiz Bonat como novo juiz da Lava Jato
Dezembro de 2018
10.12.18 16h58 » TRF derruba liminar que suspendia acordo de US$ 4,75 bilhões
Novembro de 2018
28.11.18 17h13 » Tribunal reduz pena e manda Palocci para prisão domiciliar após delação
19.11.18 15h18 » Moro convoca integrantes da Lava Jato para a transição
16.11.18 15h47 » Presidente do TRF-4 assina exoneração de Sérgio Moro
Outubro de 2018
19.10.18 09h57 » TRF-4 nega pedido de Eduardo Cunha contra decisão de não julgar recurso
01.10.18 16h11 » Campanhas do PT de 2010 e 2014 custaram R$ 1,4 bilhão, diz ex-ministro
Setembro de 2018
26.09.18 16h13 » José Dirceu tem pena reduzida no TRF-4 na segunda condenação
25.09.18 16h19 » Justiça bloqueia R$ 720 mil de prefeito de Cáceres e mais dois



Copyright © 2019 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet