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16.11.2017 | 16h07
Justiça Federal expede novo mandado de prisão contra Jacob Barata Filho
Segundo decisão do juiz, Barata continuou tomando decisões em suas empresas, algo que teria sido proibido pelo STF
Reprodução/GloboNews
Jacob Barata FIlho foi preso na última terça-feira (14), na Operação Cadeia Velha, que investiga corrupção na ALÇ do Rio
DO G1

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, responsável pela Lava-Jato no Estado, aceitou o pedido do Ministério Público Federal e expediu um novo mandado de prisão contra o empresário Jacob Barata Filho. Barata está preso depois da operação Cadeia Velha.

As informações são da Globonews. O empresário, um dos principais do setor de transportes do Rio, vinha descumprindo a proibição desde agosto, quando foi solto após ser preso pela primeira vez por decisão de Gilmar Mendes. Nesta semana, na casa de Barata, a Polícia Federal encontrou vários documentos comprovando a atuação de Barata nas empresas.

As medidas cautelares fixadas pelo ministro proibiam o empresário de trabalhar com o transporte de passageiros, mas os procuradores afirmam que ele continuou trabalhando - descumprindo as exigências.

"Existiam muitos documentos no escritório com relatórios gerenciais de setembro, outubro e novembro de 2017, algumas anotações escritas, orientações de como reestruturar a Fetranspor, além de uma autorização de pagamento para obra de garagem de uma das empresas", afirmou o procurador da República Paulo Barreto.

A defesa do empresário afirma que a nova prisão é ilegal, já que as cautelares não foram descumpridas pelo empresário. Não há qualquer fato novo entre a soltura dele e o presente momento que justifique qualquer nova medida em seu desfavor.

"Existe uma sequência de ilegalidades por parte do Ministério Público Federal (MPF), que busca fazer uma interpretação indevida e extensiva de um acórdão de uma ordem colegiada do Supremo Tribunal Federal. A defesa lamenta profundamente que a única forma encontrada pelo MPF para processar alguém criminalmente seja através da privação antecipada e indevida da liberdade.", diz a nota.


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