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J. Federal / ARARATH

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27.06.2017 | 13h55
Juiz arquiva inquérito de corrupção e lavagem contra Mendes
No entanto, magistrado mandou autos para PRE analisar crime eleitoral em 2012
Alair Ribeiro/MidiaNews
O juiz federal Jefferson Schneider, que determinou o arquivamento do inquérito
CLÁUDIO MORAES
DO FOLHAMAX

O juiz da 5ª Vara Federal em Mato Grosso, Jefferson Schneider, determinou no último dia 16 o arquivamento de um inquérito policial contra o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), na "Operação Ararath" por falta de índicios e provas. Na mesma decisão, o magistrado anulou a busca e apreensão feita pela Polícia Federal, em maio de 2014, em sua residência e gabinete no palácio Alencastro.

Mauro Mendes foi um dos alvos da quinta fase da "Operação Ararath" por ter feito um empréstimo de R$ 3,2 milhões em 2012 junto a Amazônia Petróleo Fomento, empresa de de Gércio Marcelino Mendonça. Posteriormente, em 2013, a prefeitura de Cuiabá, na gestão de Mauro Mendes, firmou um contrato emergencial com a rede de postos no valor de R$ 2,8 milhões que nem chegou a ser executado.

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o prefeito por formação de quadrilha e corrupção passiva. No entanto, após a investigação, o Ministério Público Federal e PF opinaram pelo arquivamento.

Segundo o MPF, "se verifica a inexistência de elementos plausíveis que justifiquem o oferecimento de denúncia em face de Mauro Mendes Ferreira". O magistrado ainda determinou que sejam devolvidos os materiais apreendidos na casa e gabinete do ex-chefe do palácio Alencastro.

Entre os bens apreendidos e devolvidos, estão veículos de Mauro Mendes. Também houve a entrega de cópias de pagamentos da prefeitura.

A decisão do magistrado dá ainda mais "fôlego político" ao ex-prefeito para disputa eleitoral do próximo ano. Ele pretende disputar um cargo majoritário.

A tendência é que seja candidato a uma das vagas ao Senado na mesma chapa em que o governador Pedro Taques (PSDB) deve disputar a reeleição. Todavia, Mauro pode até mesmo disputar novamente o palácio Paiaguás diante da conjuntura política a ser desenhada no futuro.

Após desistir de disputar um novo mandato no ano passado, Mauro Mendes tem se dedicado as atividades empresariais. O grupo dele esta´em recuperação judicial com dívidas de cerca de R$ 100 milhões.

Ele sempre atribuiu que o fato de ter sido aldo da PF contribuiu para a decadência econômica de suas empresas que perderam crédito. Ele sempre afirmou que havia sido alvo de uma injustiça, sendo que não chegou nem a prestar depoimentos.

Crime eleitoral

Apesar de inocentar Mauro Mendes dos crimes de corrupção e formação de quadrilha, Jeferson Schneider determinou que os dados do inquérito sejam encaminhados a Procuradoria Regional Eleitoral para apurar um suposto crime eleitoral de Mauro Mendes em 2012, quando venceu a disputa pela prefeitura de Cuiabá contra o ex-vereador Lúdio Cabral (PT). O magistrado suspeitou que o empresário deixou de declarar a Justiça Eleitoral o empréstimo de R$ 3,2 milhões que teria sido feito para a disputa do palácio Alencastro.

O compartilhamento dos dados foi pedido pelo próprio MPF. Ele pode ser acionado por abuso de poder econômico e omissão de dados, o que configuraria um eventual caixa 2.

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