Artigos
  • HÉLCIO CORRÊA
    Tanta tirania e distorção como falsa defesa da ordem jurídica. Aqui toda autocracia judicial tem custo alto e perigoso à democracia
  • VICTOR MAIZMAN
    É preciso que o empreendedor tenha conhecimento dos seus direitos assegurados não apenas na legislação, como na própria Constituição Federal
J. Federal / A LISTA DA ODEBRECHT

Tamanho do texto A- A+
14.04.2017 | 16h17
Delator: ministro de Dilma intermediou R$ 1 milhão para Lúdio
Apelido de petista, na lista apresentada por ex-diretor da empreiteira, era “EMA”
Marcus Mesquita/MidiaNews
Ex-vereador Lúdio Cabral teria tido a campanha de 2014 financiada pela construtora
DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O empresário Benedicto Barbosa da Silva Júnior, um dos chefes do “departamento de propina” da empreiteira Odebrecht, revelou que o ex-vereador por Cuiabá, Lúdio Cabral (PT), recebeu R$ 1 milhão em caixa dois na campanha eleitoral de 2014.

Os valores constam em uma planilha divulgada pelo site Poder 360, do jornalista Fernando Rodrigues, ex-Folha de São Paulo.

De acordo com os dados, o petista recebeu dois repasses de R$ 500 mil por meio do atual prefeito de Araraquara (município do interior de São Paulo), Edinho da Silva (PT), que foi ministro de Comunicação de Dilma Rousseff (PT).

À época, Lúdio disputou o Governo do Estado contra o então senador Pedro Taques (PSDB), que ganhou a eleição.

Em sua prestação de contas, disponível no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Lúdio disse ter conseguido receitas de R$ 4,3 milhões. Entretanto, não há, na relação, o nome da empreiteira ou de empresas relacionadas ao Grupo Odebrecht.

Na lista do empresário Benedicto Barbosa, o petista aparece com o apelido de “EMA”. Aos procuradores de Curitiba, Benedicto explicou, segundo o site, como o “departamento” dava os apelidos aos políticos para os quais fazia repasses.

Segundo ele, os nomes eram colocados pelos operadores do “departamento”.

“Se a pessoa [o operador] conhecia o outro lado [o político], ele sugeria o codinome. Se não existisse ainda no sistema, era aceito. Mas não tinha uma regra”, disse.

Veja a lista completa de nomes AQUI

print ludio citado em delação da lava jato

Fac-símile de trecho da planilha em que Lúdio Cabral é citado

Sodoma 5

Lúdio Cabral também chegou a ser alvo de condução coercitiva pelo Ministério Público de Mato Grosso em razão das suspeitas da prática de caixa 2, mas na campanha eleitoral de 2012, quando disputou o cargo de Prefeito de Cuiabá.

Segundo o MPE, seu então vice na chapa e posterior secretário de Estado, Francisco Faiad, usou R$ 1,7 milhão do total de R$ 8,1 milhões desviados do governo do Estado, para pagar dívida de campanha com a empresa Auto Posto Marmeleito. O esquema foi deflagrado na quinta fase da Operação Sodoma.

O recurso teria sido pago em forma de propina pelos sócios do Auto Posto Marmeleiro e da Saga Comércio e Serviço de Tecnologia e Informática Ltda, Juliano Volpato e Edézio Corrêa, em troca da concessão de contratos e de compras fraudulentas de combustível, nos anos de 2011 a 2014.

Leia também:

Lúdio recebeu caixa 2 para campanha de 2014, diz delator


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Outubro de 2017
16.10.17 17h58 » Joesley e Wesley viram réus por manipulação de mercado
14.10.17 11h25 » Justiça determina votação aberta no caso Aécio Neves
13.10.17 17h32 » Justiça intima Mendes a explicar acusações contra magistrado
09.10.17 17h52 » Moro ordena que Lula esclareça se tem recibos originais de aluguel
Setembro de 2017
18.09.17 15h34 » Não cabe ao Judiciário controlar conteúdo do Big Brother Brasil, decide TRF-3
18.09.17 15h25 » Juiz federal do DF libera tratamento de homossexualidade como doença
13.09.17 16h57 » 'Eu vi Palocci mentir aqui esta semana', diz Lula a Moro
11.09.17 17h37 » Juiz do DF reavalia decisão e suspende acordo de leniência da J&F
11.09.17 17h05 » Juiz recebe acusação contra ex-prefeitos e ex-secretários de VG
Agosto de 2017
30.08.17 09h11 » Moro não vai ouvir advogado que o acusa de "negociações paralelas"



Copyright 2012 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet