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12.04.2017 | 10h53
Lúdio recebeu caixa 2 para campanha de 2014, diz delator
Caso do ex-vereador por Cuiabá será investigado pela Procuradoria Regional da 3ª Região
Marcus Mesquita/MidiaNews
Ex-vereador Lúdio Cabral teria tido a campanha de 2014 financiada pela construtora
LAURA NABUCO
DA REDAÇÃO

Ex-vereador por Cuiabá, Lúdio Cabral (PT) aparece entre os políticos acusados de terem recebido recursos da empreiteira Odebrecht, por meio de caixa 2, para o financiamento de campanha eleitoral.

A informação é do site O Globo. O veículo afirmou que a investigação do caso foi encaminhada à Procuradoria Regional da 3ª Região. O motivo é o fato de o suposto  intermediário do pagamento ter sido o atual prefeito de Araraquara (município do interior de São Paulo), Edinho da Silva.

O nome de Lúdio aparece na delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar. De acordo com ele, o recurso em questão foi destinado ao financiamento da campanha de 2014, quando o ex-vereador petista disputou o cargo de governador.

O suposto valor enviado pela construtora via caixa 2 para Mato Grosso não foi divulgado.

Outros investigados

Além de Lúdio, ao menos outros oito petistas passarão a ser investigados, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. O nome destes aparece em delação de Emilio e Marcelo Odebrecht, que falaram sobre caixa 2 para a campanha de 2012.

Todos os casos acabaram sendo remetidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator da Lava Jato, para outras instâncias da Justiça.

Serão apuradas denúncias também contra os ex-ministros Aloizio Mercadante e Alexandre Padilha, os ex-deputados federais José Genoino e João Paulo Cunha, além do ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho e o ex-tesoureiro da legenda Paulo Ferreira.

O mato-grossene Blairo Maggi, atual Ministro da Agricultura, também foi alvo de inquérito.

Sodoma

Lúdio Cabral já é investigado pelo Ministério Público de Mato Grosso por suposta prática de caixa 2, mas na campanha eleitoral de 2012, quando disputou o cargo de Prefeito de Cuiabá. De acordo com a denúncia, ele teria recebido R$ 1,7 milhão do total de R$ 8,1 milhões desviados do governo do Estado por meio de esquema apurado na quinta fase da Operação Sodoma. 

O recurso teria sido pago em forma de propina pelos sócios do Auto Posto Marmeleiro e da Saga Comércio e Serviço de Tecnologia e Informática Ltda, Juliano Volpato e Edézio Corrêa, em troca da concessão de contratos e de compras fraudulentas de combustível, nos anos de 2011 a 2014.

A articulação teria partido do então secretário de Estado de Administração, Francisco Faiad (PMDB), que foi vice de Lúdio na eleição municipal. Ele teria pago o montante para a Marmeleiro, após a campanha, por meio de desvios.

Outro lado

A reportagem do Mídia News tentou contato com o ex-vereador Lúdio Cabral, mas o telefone estava desligado.


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