Artigos
  • HÉLCIO CORRÊA
    Tanta tirania e distorção como falsa defesa da ordem jurídica. Aqui toda autocracia judicial tem custo alto e perigoso à democracia
  • VICTOR MAIZMAN
    É preciso que o empreendedor tenha conhecimento dos seus direitos assegurados não apenas na legislação, como na própria Constituição Federal
J. Federal / CARNE FRACA

Tamanho do texto A- A+
22.03.2017 | 16h31
Justiça manda soltar 8 e prorroga prisão de 3 acusados
No Polícia Federal alegava que ainda não tinha tido tempo para ouvir todos os detidos na ação
Arquivo
A operação foi desencadeada na semana passada
DO GLOBO ONLINE

O juiz federal Marcos Josegrei da Silva, responsável pela ação resultante da Operação Carne Fraca, decidiu na noite de terça-feira prorrogar por mais cinco dias as prisões temporárias de apenas três dos onze detidos pela Polícia Federal (PF), cujos prazos da prisão vencem nesta quarta-feira. 

No pedido para a manutenção das prisões dos 11 envolvidos, a PF alegava que ainda não tinha tido tempo para ouvir todos os detidos, para confrontar suas versões dos fatos à luz da análise de provas apreendidas. 

Pela decisão do juiz, permanecerão detidos Rafael Nori Gonçalves, Antonio Garcez Júnior e Brandizio Dario Júnior. E devem ser libertados Alice Mitico Nojiri Gonçalves; Celso Dittert de Camargo; Leomar Jose Sarti; Luiz Alberto Patzer; Marcelo Tursi Toledo; Mariana Betipaglia de Santana; Osvaldo Jose Antoniassi; e Sidiomar de Campos. Após esse período, a PF deve pedir a conversão das prisões em preventivas (sem prazo) ou a liberação dos investigados. 

Caso as prorrogações sejam acatadas, eles devem ficar detidos pelo menos até domingo, dia 26, quando a PF deve pedir a conversão das prisões em preventivas (sem prazo) ou a liberação dos investigados. 

Em outro despacho desta terça-feira, o juiz Josegrei determinou que a PF responda ao ofício do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que pediu acesso aos documentos que serviram de base para a Operação e às numerações de lotes de produtos dos frigoríficos considerados suspeitos, para poder fiscalizar os produtos. 

Também a pedido do magistrado, nos autos, a PF esclareceu que, ao todo, foram cumpridos onze mandados de prisão temporária e 25 de preventiva no âmbito da Carne Fraca. 

Conforme relata Moscardi, a única prisão ainda não cumprida na Operação é a do empresário paranaense Nilson Alves Ribeiro, que está na Itália. Por determinação do juiz, o nome dele foi incluído na lista da difusão vermelha da Interpol. 

Segundo a PF, doze presos da Operação já foram transferidos da Superintendência da PF para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, e para um presídio de Piraquara, cidades da Região Metropolitana de Curitiba. Outros quatro devem ser transferidos nesta quarta-feira. 

Outros cinco detidos chegaram à Curitiba nesta terça, entre ele o gerente de Relações Internacionais e Governamentais da Brasil Foods (BRF), Roney Nogueira dos Santos.


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Outubro de 2017
16.10.17 17h58 » Joesley e Wesley viram réus por manipulação de mercado
14.10.17 11h25 » Justiça determina votação aberta no caso Aécio Neves
13.10.17 17h32 » Justiça intima Mendes a explicar acusações contra magistrado
09.10.17 17h52 » Moro ordena que Lula esclareça se tem recibos originais de aluguel
Setembro de 2017
18.09.17 15h34 » Não cabe ao Judiciário controlar conteúdo do Big Brother Brasil, decide TRF-3
18.09.17 15h25 » Juiz federal do DF libera tratamento de homossexualidade como doença
13.09.17 16h57 » 'Eu vi Palocci mentir aqui esta semana', diz Lula a Moro
11.09.17 17h37 » Juiz do DF reavalia decisão e suspende acordo de leniência da J&F
11.09.17 17h05 » Juiz recebe acusação contra ex-prefeitos e ex-secretários de VG
Agosto de 2017
30.08.17 09h11 » Moro não vai ouvir advogado que o acusa de "negociações paralelas"



Copyright 2012 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet