Artigos
  • GONÇALO ANTUNES NETO
    O poder está contaminado, não se cuida mais da manifestação do povo
  • JOAQUIM SPADONI
    Não há desenvolvimento econômico e social de um país fundado em fraudes e esquemas de corrupção
J. Federal / LAVA JATO

Tamanho do texto A- A+
15.11.2016 | 17h56
Moro diz que citação de ministro do STF em relatório é "leviana"
Juiz federal determina que inteligência da Polícia Federal refaça a investigação
Divulgação
O juiz federal Sérgio Moro
DA FOLHAPRESS

O juiz federal Sérgio Moro determinou nesta segunda-feira (14) que a Polícia Federal refaça um relatório de inteligência no qual o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli foi citado. Na decisão, Moro classificou a menção como "afirmação leviana". As informações são da Agência Brasil.


A decisão foi proferida após Moro receber relatório da quebra do sigilo telefônico do empresário Maurício Bumlai, filho do pecuarista José Carlos Bumlai, ambos investigados na Operação Lava Jato.


Ao analisar a agenda do aparelho celular que foi apreendido, a PF encontrou contatos de diversas autoridades e concluiu que a família Bumlai "tinha influência no PT" e sobre outros agentes da administração pública. No documento, a polícia reconheceu que a mera citação não significa o envolvimento dos acusados com os fatos investigados na Lava Jato.


"A influência não era somente em agentes políticos da administração pública, mas também na Suprema Corte, na pessoa do ministro Toffoli", diz o documento da PF.


Ao tomar conhecimento da citação, Moro determinou que o relatório seja refeito em três dias e pediu que PF esclareça o ocorrido.

Para o juiz, a citação ao ministro do STF "não tem base empírica e é temerária".


"O fato de algum investigado possuir, em sua agenda, números de telefone de autoridades públicas não significa que ele tem qualquer influência sobre essas autoridades. Assim, o relatório, sem base qualquer, contém afirmação leviana e que, por evidente, deve ser evitada em análises policiais que devem se resumir aos fatos constatados", decidiu Moro.


Foro privilegiado


Apesar de o juiz não mencionar na decisão, a citação de um ministro do STF no processo de Bumlai poderá gerar uma contestação sobre a validade da investigação. Os advogados poderão alegar que, ao citar um detentor de foro privilegiado, Moro não pode continuar investigando os acusados.


Em setembro, Moro condenou Bumlai a nove anos e dez meses de prisão em uma das ações penais oriundas da Lava Jato.


Após ser notificado sobre a decisão de Moro, o delegado Felipe Pace informou ao juiz que a decisão será cumprida e que houve "erro material" no relatório.


Pace reconheceu que "é faticamente e probatoriamente impossível" atribuir suposta influência de José Carlos Bumlai sobre Dias Toffoli.


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Maio de 2017
25.05.17 14h14 » Juiz condena Eder e advogados por esquema de corrupção
08.05.17 08h56 » Justiça do Paraná proíbe manifestações de apoio a Lula
05.05.17 10h00 » Juiz nega novo pedido e autoriza o “correntão” em MT
05.05.17 08h30 » Juiz condena morador de MT a 15 anos por terrorismo
03.05.17 08h38 » Estelionato judicial é crime impossível, decide juiz federal de SP
02.05.17 09h53 » Juiz nega absolvição sumária de Riva e Janete em ação
01.05.17 16h28 » CRM de SP aciona UFMT para suspender revalidação de diplomas
Abril de 2017
14.04.17 16h23 » Delator: propina era paga a Eder por doleiros em SP; veja vídeo
14.04.17 16h17 » Delator: ministro de Dilma intermediou R$ 1 milhão para Lúdio
14.04.17 16h14 » Ex-sefaz e procuradores de MT são acusados de receber R$ 990 mil



Copyright 2012 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet