Artigos
  • JOAQUIM SPADONI
    Não há desenvolvimento econômico e social de um país fundado em fraudes e esquemas de corrupção
J. Federal / FALTA DE URBANIDADE

Tamanho do texto A- A+
28.10.2016 | 16h23
Juiz oficia OAB após advogada xingar operadora de telefonia em petição inicial
Advogada teria insultado operadora em ação, juiz considerou infração ética
Divulgação
o juiz enviou ofício à OAB-PR para que esta tomasse as medidas cabíveis devido a uma possível infração ética
DO CONSULTOR JURÍDICO

A revolta de uma advogada contra uma operadora de telefonia, expressada com ofensas na petição inicial na qual pede indenização por danos morais, levou o juiz Rodrigo Domingos Peluso Junior, do 3º Juizado Especial Cível da Curitiba, a enviar ofício à Ordem dos Advogados do Brasil do Paraná para tomar as medidas cabíveis devido a uma possível infração ética.

Ao dizer qual tipo de ação estava apresentando a advogada escreveu: "Ação de foda-se Vivo, não pago porra nenhuma e ainda quero uma indenização pela palhaçada". No despacho, o juiz reconhece que o advogado tem imunidade profissional assegurada. Todavia, continua o juiz, esta imunidade não é absoluta, cabendo ao profissional responder por eventuais danos decorrentes de excessos cometidos.

No caso, o juiz diz acreditar que esses excessos foram ultrapassados.  "Isso porque, a reclamante advoga em causa própria, faltando com o princípio processual da urbanidade e respeito com a parte adversa e para com o Judiciário, utilizando-se de vernáculo inapropriado para um processo judicial", explicou.

O juiz determinou ainda a extinção do processo, diante de um pedido feito pela própria advogada. Ao portal G1 a advogada explicou que redigiu a peça em momento de nervosismo, utilizando termos inapropriados. A peça foi revisada em seu escritório, contudo, o título passou desapercebido. Assim que foi verificado o erro, ela própria solicitou o arquivamento do processo. A ConJur não conseguiu entrar em contato com a advogada.

A OAB-PR informou que não pode se pronunciar sobre o caso pois não foi oficiada. Mas que, assim que receber, deve abrir um procedimento administrativo para apurar se houve a infração ética.


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Maio de 2017
25.05.17 14h14 » Juiz condena Eder e advogados por esquema de corrupção
08.05.17 08h56 » Justiça do Paraná proíbe manifestações de apoio a Lula
05.05.17 10h00 » Juiz nega novo pedido e autoriza o “correntão” em MT
05.05.17 08h30 » Juiz condena morador de MT a 15 anos por terrorismo
03.05.17 08h38 » Estelionato judicial é crime impossível, decide juiz federal de SP
02.05.17 09h53 » Juiz nega absolvição sumária de Riva e Janete em ação
01.05.17 16h28 » CRM de SP aciona UFMT para suspender revalidação de diplomas
Abril de 2017
14.04.17 16h23 » Delator: propina era paga a Eder por doleiros em SP; veja vídeo
14.04.17 16h17 » Delator: ministro de Dilma intermediou R$ 1 milhão para Lúdio
14.04.17 16h14 » Ex-sefaz e procuradores de MT são acusados de receber R$ 990 mil



Copyright 2012 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet