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05.06.2018 | 08h31
TJ aguarda dados da inteligência para reavaliar escolta de Selma
Presidente do TJ, desembargador Rui Ramos requereu uma reavaliação do caso
Alair Ribeiro/MidiaNews
A juíza Selma Arruda, que relatou suposto atentado contra ela
CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

A Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça (TJ-MT) aguarda um relatório de inteligência para reavaliar a manutenção de escolta fornecida a juíza aposentada Selma Arruda (PSL).
 
A escolta havia sido suspensa pela comissão no final de maio, sob alegação de inexistência de risco de vida à magistrada. Porém, o presidente do TJ, desembargador, Rui Ramos, requereu uma reavaliação do caso.

Nesse ínterim, Selma Arruda registrou um boletim de ocorrência relatando uma ameaça contra ela. Conforme a própria magistrada, uma pessoa de sua convivência flagrou o momento em que duas pessoas conversavam na Padaria América, em Cuiabá, supostamente tramando um atentado.

Ainda segundo a juíza, uma das pessoas que estavam nessa padaria – e que foi fotografada – seria ligada a um policial civil condenado por ela.  

Conforme apurou a reportagem, diante deste fato novo, o presidente da Comissão de Segurança, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha requereu um trabalho de inteligência para apurar o fato.

A ideia é detectar os detalhes da ameaça e se há elementos que fundamentem a manutenção da escolta.

Policiais que realizam esse relatório de inteligência já estiveram, inclusive, na Vara Contra o Crime Organizado da Capital – onde a juíza atuava – fazendo um levantamento de agentes condenados por ela e que supostamente poderiam estar tramando esse atentado.

Uma nova reunião da comissão deverá ser convocada em até 24horas, após a conclusão desse relatório.

O documento será analisado pelo presidente da comissão, desembargador Carlos Alberto e pelos quatro membros que a compõem: a juíza Maria Rosi Borba, os juízes Marcos Faleiros e Bruno D’Oliveira Marques e o coronel Benedito Ferreira.

Quebra de protocolo

Na decisão que suspendeu a escolta, a comissão de segurança também apontou que Selma Arruda descumpriu os protocolos necessários, usando a escolta para eventos políticos e fins particulares.

“Ficou demonstrado que a magistrada tem quebrado o protocolo de segurança, pois frequenta lugares de grande aglomeração de pessoas que compromete a atuação de sua equipe, o que potencializaria eventual risco de ocorrência de atentados”.

Selma, por sua vez, já deu declarações dando conta de que o protocolo é “ilógico” e garante segurança aos magistrados desde que eles “não saiam de casa”.

"Fica fácil dar segurança para pessoa que não pode sair de casa. O protocolo está equivocado. Uma pessoa com vida normal, nem como magistrada, muito menos como pré-candidata, consegue segui-lo”, disse ela.

Leia mais sobre o assunto:

"Protocolo do TJ é ilógico e só protege quem não sai de casa"

“É como me botar numa jaula de leões esperando minha execução”

Selma vai recorrer e classifica decisão como “desproporcional”

TJ cita “quebra de protocolo” e suspende escolta da juíza Selma


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