Artigos
  • LUIZ HENRIQUE LIMA
    Órgão é essencial para a democracia e melhor desempenho da administração pública
  • LUIZ GONÇALO DA SILVA
    Só agora se vê a efetiva possibilidade de uma compensação financeira
  • RENATO GOMES NERY
    Temos um presidente cercado de militares que namora com o autoritarismo
J. Estadual / AMEAÇA

Tamanho do texto A- A+
05.06.2018 | 08h31
TJ aguarda dados da inteligência para reavaliar escolta de Selma
Presidente do TJ, desembargador Rui Ramos requereu uma reavaliação do caso
Alair Ribeiro/MidiaNews
A juíza Selma Arruda, que relatou suposto atentado contra ela
CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

A Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça (TJ-MT) aguarda um relatório de inteligência para reavaliar a manutenção de escolta fornecida a juíza aposentada Selma Arruda (PSL).
 
A escolta havia sido suspensa pela comissão no final de maio, sob alegação de inexistência de risco de vida à magistrada. Porém, o presidente do TJ, desembargador, Rui Ramos, requereu uma reavaliação do caso.

Nesse ínterim, Selma Arruda registrou um boletim de ocorrência relatando uma ameaça contra ela. Conforme a própria magistrada, uma pessoa de sua convivência flagrou o momento em que duas pessoas conversavam na Padaria América, em Cuiabá, supostamente tramando um atentado.

Ainda segundo a juíza, uma das pessoas que estavam nessa padaria – e que foi fotografada – seria ligada a um policial civil condenado por ela.  

Conforme apurou a reportagem, diante deste fato novo, o presidente da Comissão de Segurança, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha requereu um trabalho de inteligência para apurar o fato.

A ideia é detectar os detalhes da ameaça e se há elementos que fundamentem a manutenção da escolta.

Policiais que realizam esse relatório de inteligência já estiveram, inclusive, na Vara Contra o Crime Organizado da Capital – onde a juíza atuava – fazendo um levantamento de agentes condenados por ela e que supostamente poderiam estar tramando esse atentado.

Uma nova reunião da comissão deverá ser convocada em até 24horas, após a conclusão desse relatório.

O documento será analisado pelo presidente da comissão, desembargador Carlos Alberto e pelos quatro membros que a compõem: a juíza Maria Rosi Borba, os juízes Marcos Faleiros e Bruno D’Oliveira Marques e o coronel Benedito Ferreira.

Quebra de protocolo

Na decisão que suspendeu a escolta, a comissão de segurança também apontou que Selma Arruda descumpriu os protocolos necessários, usando a escolta para eventos políticos e fins particulares.

“Ficou demonstrado que a magistrada tem quebrado o protocolo de segurança, pois frequenta lugares de grande aglomeração de pessoas que compromete a atuação de sua equipe, o que potencializaria eventual risco de ocorrência de atentados”.

Selma, por sua vez, já deu declarações dando conta de que o protocolo é “ilógico” e garante segurança aos magistrados desde que eles “não saiam de casa”.

"Fica fácil dar segurança para pessoa que não pode sair de casa. O protocolo está equivocado. Uma pessoa com vida normal, nem como magistrada, muito menos como pré-candidata, consegue segui-lo”, disse ela.

Leia mais sobre o assunto:

"Protocolo do TJ é ilógico e só protege quem não sai de casa"

“É como me botar numa jaula de leões esperando minha execução”

Selma vai recorrer e classifica decisão como “desproporcional”

TJ cita “quebra de protocolo” e suspende escolta da juíza Selma


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Janeiro de 2019
22.01.19 14h34 » Justiça revoga medidas cautelares de investigado em operação
21.01.19 15h40 » Deputado eleito entra com ação pedindo voto aberto para a Mesa
18.01.19 17h15 » Justiça bloqueia R$ 4 mi de construtora por asfalto de "péssima qualidade"
18.01.19 13h45 » Endividada, Geosolo tem pedido de recuperação aceito na Justiça
17.01.19 17h36 » Tribunal nomeia juíza para Vara em que atuou Selma Arruda
16.01.19 15h10 » Temendo contaminação, juiz realiza audiências em sala protegida
16.01.19 14h47 » Ex-presidente da Câmara continua substituindo o prefeito, decide TJ
14.01.19 17h48 » TJ manda banco indenizar cliente por desconto indevido na folha
11.01.19 17h59 » Com mudança de Governo, TJ manda soltar ex-diretor da Sema
10.01.19 17h02 » Sem foro, ex-Sema responderá a ação na 1ª instância da Justiça



Copyright © 2019 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet