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J. Estadual / AGRESSÃO CONTRA MULHER

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05.06.2018 | 08h48
Juíza manda retirar tornozeleira de acusado de cárcere privado
Hélio Neto é suspeito de torturar e manter em cárcere privado a esposa durante dois anos
Reprodução
Hélio Pereira Cardoso Neto (detalhe), suspeito de torturar e manter em cárcere privado a esposa
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, determinou a retirada da tornozeleira de Hélio Pereira Cardoso Neto, de 37 anos.

Filho de um dos sócios do Shopping Três Américas, Hélio estava sob monitoramento eletrônico como medida protetiva, pois é suspeito de agredir e manter a esposa em cárcere privado por quase dois anos.

O caso veio à tona em abril de 2016, quando a vítima, M.C.M.S., 23 anos, conseguiu denunciar o empresário à polícia.

A decisão foi expedida no dia 23 de maio. Nela, a magistrada cita que a medida cautelar teve seu prazo de dois anos esgotado.

“Considerando que o prazo determinado para a manutenção do monitoramento já se escoou, a tornozeleira eletrônica deve ser imediatamente retirada, especialmente considerando a ausência de descumprimento das cautelares impostas, bem como o encerramento da vigência das medidas protetivas”, disse a magistrada.

Ela ainda argumenta que a utilização da tornozeleira pode prejudicar o "convívio social" de Hélio e os "seus relacionamentos profissionais, destacando-se que o mesmo não possui antecedentes criminais”.

Na decisão, ainda consta que, em julho de 2017, Hélio pediu para continuar sendo monitorado pelo período de 45 dias. 

“O acusado, devidamente acompanhado de seu advogado constituído, manifestou o desejo de utilizar a tornozeleira eletrônica pelo período de 45 (quarenta e cinco) dias, o que foi admitido pelo Ministério Público e deferido por este juízo”, consta trecho de decisão.

O caso

O casal morava em uma casa com muros altos e cercas elétricas, no Centro Sul de Cuiabá.

A mulher disse à Polícia que sofreu torturas físicas e psicológicas por quase dois anos. À época, ela relatou que, para não deixar marcas, o filho do empresário a agredia com socos na cabeça.

A vítima ainda contou que só podia fazer necessidades fisiológicas na presença do marido e, quando saía de casa, tinha de manter a cabeça baixa. 

O caso veio à tona quando a jovem conseguiu entregar uma carta para mãe relatando os abusos.


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