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J. Estadual / REGIME SEMIABERTO

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03.04.2018 | 12h13
Arcanjo está gerenciando estacionamento da família, diz advogado
Ex-bicheiro cumpre exigências da Justiça para continuar com o direito de dormir em casa
Reprodução
João Arcanjo Ribeiro, que está cumprindo pena no regime semiaberto
JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

Fora da cadeia há pouco mais de um mês, o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro já está cumprindo uma das exigências impostas pela Justiça para continuar no regime semiaberto. Segundo sua defesa, ele já está trabalhando em um estacionamento da família.

A exigência para trabalhar consta em decisão do juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da Vara de Execuções Penais de Cuiabá, durante audiência admonitória da qual ele participou, no dia 26 de fevereiro.

De acordo com o advogado Zaid Arbid, o ex-bicheiro está gerenciando o estacionamento localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA).

“Ele continua em casa, cumpre rigorosamente e regularmente aquilo que lhe foi imposto. Ele trabalha no horário normal. É uma atividade em empresa própria, em que ele auxilia no gerenciamento do Estacionamento Milênio", disse Arbid em entrevista na tarde de segunda-feira (2).

Caso não cumpra a exigência, Arcanjo não mais poderá dormir em sua casa e deverá se recolher, das 20h às 6h – de segunda-feira a sexta-feira – à Casa do Albergado, no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).

O ex-bicheiro também está proibido de ingerir bebida alcoólica, portar armas de fogo e brancas, se envolver em qualquer tipo de crime e frequentar lugares “inapropriados”, como casas de prostituição, e de jogos e bocas de fumo. 

Além disso, está sendo monitorado por tornozeleira e proibido de viajar - podendo circular somente pelas cidades de Várzea Grande e Cuiabá.

Nos fins de semana, o magistrado permitiu que ele fosse à sua fazenda, chamada "São João", localizada entre Várzea Grande e Jangada.

Histórico

Arcanjo foi considerado o chefe do crime organizado nas décadas de 80 e 90 em Mato Grosso.

Com penas que somam mais de 70 anos, ele é acusado de vários crimes, entre eles homicídio, contravenção penal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. O "Comendador, como era chamado, foi solto depois de cumprir 1/6 da pena.

O crime de maior repercussão atribuído a ele é a morte do empresário Domingos Sávio Brandão de Lima Júnior, dono do jornal Folha do Estado, em 2002. Por ser o mandante do crime, Arcanjo foi condenado a 19 anos de prisão.

Leia mais sobre o assunto:

Arcanjo não poderá beber, portar armas ou cometer infração penal

Arcanjo recebe progressão e vai deixar a cadeia depois de 15 anos


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