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J. Estadual / CASO GRAMPOS

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10.02.2018 | 08h35
Coronel Zaqueu vai para a prisão domiciliar; cabo segue preso
Decisão do Conselho de Sentença da Justiça Militar saiu após um dia inteiro de depoimentos

Alair Ribeiro/MidiaNews
O ex-comandante-geral da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa
DOUGLAS TRIELLI E THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O Conselho de Sentença da Justiça Militar de Cuiabá, decidiu, por maioria, converter a prisão preventiva do ex-comandante-geral da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Já o cabo Gérson Corrêa Júnior, por unanimidade, continuará preso.

Ainda no julgamento, o Conselho de Sentença manteve as prisões domiciliares e as medidas cautelares, entre elas tornozeleiras, dos coronéis Evandro Alexandre Lesco e Ronelson Barros, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, respectivamente. Foram três votos a dois.

A decisão ocorreu ao fim de uma audiência que ouviu testemunhas durante toda a sexta-feira (09).

Zaqueu e Gérson são acusados de serem os principais operadores do esquema de interceptações clandestinas que ocorreu no Estado. Lesco e Barros seriam integrantes do grupo.

O conselho é formado pelos coronéis Elierson Metello de Siqueira, Valdemir Benedito Barbosa, Luiz Cláudio Monteiro da Silva e Renato Antunes da Silveira Junior. Eles foram nomeados para julgar este caso.

Sobre o Gerson há uma grande periculosidade, tendo dito, por exemplo, que poderia ‘arregaçar’ o promotor Mauro Zaque

A soltura de Zaqueu foi contra entendimento do relator do processo, o juiz Murilo Moura Mesquita, da 11ª Vara Criminal Militar, e do promotor de Justiça Alan Sidney de Souza, contrários à soltura.

“Sobre Zaqueu, em específico, apesar de estar na reserva ainda tem capacidade de influenciar no andamento do processo. Sobre o Gerson há uma grande periculosidade, tendo dito, por exemplo, que poderia ‘arregaçar’ o promotor Mauro Zaque”, afirmou Murilo Moura.

Presos há quase um ano

Até o momento, somente o cabo Gérson confessou os crimes, enquanto Zaqueu nega ter cometido qualquer conduta ilegal em sua atuação.

Após ser preso, o coronel tentou obter a liberdade, por meio de vários habeas corpus, nas diversas instâncias da Justiça.

No entanto, todas as medidas foram rejeitadas, tanto no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), quanto no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e até pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Já Gérson Correa estava com duas ordens de prisão conta si, mas uma delas foi revogada pelo ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que comanda a investigação em relação aos crimes comuns.

No dia 16 de outubro de 217, o cabo Gérson mudou sua postura no processo e decidiu confessar seus crimes, além de dar detalhes do esquema para os delegados Ana Cristina Feldner e Flávio Stringueta, que conduziam a investigação.

Ele afirmou que chegou a operar as escutas ilegais dentro do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), local onde atuava.

“Nesse período, eu estava lotado no Gaeco, fazia dupla jornada. Com o surgimento da plataforma Sentinela, facilitou muito o trabalho porque o acompanhamento era operado pela web. Então, eu realizava algumas escutas na sede do Gaeco mesmo”, afirmou.

Segundo Gérson Corrêa, foi o cabo PM Euclides Luiz Torezan, também envolvido na trama, quem instalou o sistema em seu computador no Gaeco, para que ele pudesse ouvir os grampos dentro da instituição.

Do Gaeco, Gérson passou a operar os grampos de uma sala comercial, localizada na Rua Desembargador Ferreira Mendes, nº 235, na região central de Cuiabá. Lá, ele teve ajuda de outros quatros militares.

As interceptações, segundo ele, só foram interrompidas após o promotor de Justiça Mauro Zaque – que descobriu o esquema - interrogar os coronéis Zaqueu Barbosa e Airton Siqueira sobre o caso.

Leia mais sobre o assunto:

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