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J. Estadual / CASTELO DE AREIA

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03.02.2018 | 11h18
Juíza manda investigar posse de arma de acusados de estelionato
Pistola Beretta e munição foram apreendidas na residência de casal, em Chapada dos Guimarães
Alair Ribeiro/MidiaNews
A juíza Selma Arruda: pedido de investigação sobre posse de armas
LUCAS RODRIGUES
DA REDAÇÃO

A juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, determinou a abertura de inquérito para investigar a posse de uma pistola e de munições, apreendidas pela Polícia Civil na casa do empresário Walter Magalhães Júnior e de sua esposa Shirlei Aparecida Matsouka Arrabal, localizada em Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte de Cuiabá).

O casal é acusado de integrar uma organização criminosa que teria praticado crimes de estelionato no Estado, esquema que é investigado na Operação Castelo de Areia.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), os golpes teriam envolvido valores superiores a R$ 50 milhões.

Walter Magalhães é apontado como o líder do esquema. Ele e Shirlei chegaram a ser presos quando a operação foi deflagrada, em agosto de 2016.

Conforme a juíza, durante a operação, foi apreendida na residência do casal uma pistola Beretta, calibre 6.35, sem munição, além de um carregador de pistola calibre 380, duas munições intactas calibre 22 e 18 e munições intactas calibre 380.

Não há nos autos notícias de que tenha sido instaurado o respectivo inquérito policial, tampouco de que os fatos tenham sido apurados dentro do IP

Em razão disso, Selma Arruda verificou que eventual crime de posse ou porte de arma de fogo deveria ter sido apurado em uma investigação paralela à apuração dos crimes de estelionato.

“Contudo, não há nos autos notícias de que tenha sido instaurado o respectivo inquérito policial, tampouco de que os fatos tenham sido apurados dentro do IP. 75/2016/GCCO”, disse.

A magistrada então oficiou à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) para informar, em até cinco dias, se foi instaurado inquérito em relação à arma, carregador e munições apreendidas.

“Caso positivo, a arma e o carregador deverão ser vinculados ao respectivo Inquérito Policial, mediante comunicação à Central de Apreensões deste Fórum. Em caso de resposta negativa, encaminhe-se a arma, carregador, bem como cópias do mandado de busca e apreensão, carta precatória e termo de exibição e apreensão de fls. 378/383 (Autos ID. 466619), dos laudos juntados às fls. 742/754 destes autos, à Comarca de Chapada dos Guimarães/MT, a fim de que seja instaurado, se for o caso, o respectivo Inquérito Policial”.

A operação 

A Operação Castelo de Areia foi deflagrada no dia 26 de agosto de 2016 pela Polícia Civil e apura crimes de estelionato supostamente praticados pela empresa Soy Group em todo o Estado. 

Foram presos pela suspeita de participação no esquema: Shirlei Aparecida Matsuoka, sócia majoritária da empresa (já solta); Walter Dias Magalhães Júnior (ainda preso preventivamente), presidente do Grupo Soy; Evandro Goulart, diretor financeiro do grupo (já solto) ; o empresário Marcelo de Melo Costa, suposto "lobista" do esquema (já solto) e o ex-vereador João Emanuel. 

Shirlei Aparecida Matsucka e Walter Dias Magalhães

Shirlei Matsuoka e Walter Magalhães, quando foram presos na operação

Conforme o relatório, assim que os “diretores” conseguiam fazer com que o cliente realizasse o adiantamento, o dinheiro era rapidamente dividido entre eles.

“O grupo agia da forma que assim que recebiam os adiantamentos pedidos das vítimas, essa quantia era imediatamente repassada às contas bancárias do grupo e, em seguida,  dividida entre os demais envolvidos no esquema", diz trecho do relatório.

Segundo o delegado Luiz Henrique Damasceno da Delegacia Regional de Cuiabá, uma vítima do esquema afirmou que João Emanuel, vice-presidente da SoyGroup, teria utilizado um falso chinês para ludibriá-la em um suposto investimento com parceria com a China.

A vítima teria emitido 40 folhas de cheque que somam R$ 50 milhões nas tratativas, que eram “traduzidas” pelo próprio ex-vereador.

João Emanuel foi preso preventivamente pela Polícia Civil no dia 26 de agosto de 2016, mas por decisão do desembargador Pedro Sakamoto, do TJ-MT, cumpriu parte da pena em regime domiciliar.

No entanto, um laudo médico comprovou que o ex-vereador se encontrava em bom estado de saúde e ele foi detido em setembro de 2016 no Centro de Custódia da Capital, desta vez em decorrência da Operação Aprendiz.

Ainda, em setembro de 2016, a juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, recebeu uma nova denúncia contra a suposta quadrilha.     

Além dos envolvidos  já citados, se tornaram réus na ação o irmão e advogado do ex-vereador, Lázaro Roberto Moreira Lima, e o pai dos dois, o juiz aposentado Irênio Lima. 

Leia mais sobre o assunto:

Perri nega reduzir fiança de empresário de R$ 6 mi para R$ 7 mil 

Juíza manda quebrar sigilo bancário de acusada de golpes em MT


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