Artigos
  • GONÇALO ANTUNES DE BARROS
    Sabemos que há individualidade por haver uma historicidade vivida por cada qual
J. Estadual / TENTATIVA DE ASSALTO

Tamanho do texto A- A+
25.01.2018 | 17h42
TJ mantém preso assaltante que trocou tiros com ex-deputado
Iury Arruda dirigia o carro com quadrilha que tentou roubar Pery Taborelli, em julho de 2016
Alair Ribeiro/MidiaNews
O desembargador Pedro Sakamoto, autor da decisão
LUCAS RODRIGUES
DA REDAÇÃO

O desembargador Pedro Sakamoto, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, manteve a prisão de Iury Rodrigues de Arruda, acusado de ser um dos assaltantes que trocaram tiros com o coronel e ex-deputado Pery Taborelli (PSC).

A decisão, em caráter liminar (provisório), é de dezembro, mas foi publicada nesta semana.

Iury Arruda é réu confesso da tentativa de assalto contra o então parlamentar e um assessor, em julho de 2016, no Bairro Jardim das Américas, em Cuiabá.

Segundo a ação, ele era o motorista do Voyage branco empregado na ação, que contou com a participação de outros três assaltantes. A Polícia identificou o veículo por meio de imagens de câmeras de segurança.

Na ocasião, o roubo foi impedido pelo ex-deputado, ao trocar tiros com os bandidos.

MidiaNews

Pery Taborelli 060716

O ex-deputado Pery Taborelli, que trocou tiros com bandidos

No habeas corpus, a defesa alegou que Iury Arruda sofre constrangimento ilegal por excesso de prazo da prisão, pois a última audiência de instrução ocorreu em abril de 2017, sendo que até agora a ação não foi julgada, “o que é injustificável, sobretudo porque os fatos não demandam complexidade, especialmente porque todos os réus confessaram a prática delitiva”.

“Argumenta que o paciente não concorreu para o atraso no trâmite do feito, destacando que nenhum ato da defesa pode ser rotulado de procrastinatório”.

Sem ilegalidade

Para Pedro Sakamoto, contudo, não há elementos suficientes que demonstrem o constrangimento ilegal citado, “já que a demora na finalização do feito não se afigura mediante simples soma aritmética dos prazos processuais, sendo imperativo o exame de cada caso específico com base no princípio da razoabilidade para, diante das peculiaridades, visualizar se a demanda tramita com morosidade ou não”.

“Desse modo, entendo que a constatação concreta da propalada ilegalidade da prisão depende de apreciação mais acurada do feito, o que é inviável em sede de cognição sumária, tornando temerário o deferimento da provisão cautelar pretendida nesta oportunidade”.

“Ante o exposto, indefiro a liminar vindicada, devendo a insurgência defensiva ser objeto de deliberação definitiva após a tramitação regular do writ”, decidiu.

Leia mais sobre o assunto:

Deputado reage a assalto e troca tiros com bandidos em Cuiabá

"Pensei que seria meu último dia de vida", diz Pery Taborelli

Deputado reage a assalto e troca tiros com bandidos em Cuiabá


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Novembro de 2018
16.11.18 14h40 » Juiz dá 24h para invasores deixarem fazenda de Riva e Silval
16.11.18 13h50 » Após receber delação, juiz adia audiências para ouvir Permínio
14.11.18 15h40 » Presidente da Assembleia arquiva pedido para afastar Taques
14.11.18 14h45 » CNMP investiga promotora de MT por suposta ofensa a defensor
13.11.18 16h58 » Romoaldo nega acusação e diz que servidora estava de licença
13.11.18 16h49 » Ex-prefeito é condenado por desvio de R$ 480 mil em previdência
13.11.18 16h10 » Juiz condena ex-secretário e mais 12 por fraude de R$ 44 milhões
12.11.18 11h33 » TJ bloqueia 30% do salário de Pátio para pagar dívida com Botelho
12.11.18 11h25 » Ex-secretário tem delação homologada e devolverá R$ 1,5 mi
09.11.18 15h02 » Juiz absolve empresário acusado de estuprar e explorar menores



Copyright © 2018 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet