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J. Estadual / COLNIZA

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04.01.2018 | 10h18
Juiz acata ação e mantém prisão de empresário, médica e mais 2
Esvandir Antonio Mendes, de 61 anos, foi executado a tiros no último dia 15 de dezembro em Colniza
Divulgação
A denúncia contra os acusados de matar o prefeito Esvandir Mendes (detalhe) foi protocolada no Fórum de Colniza
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O juiz Ricardo Nicolino de Castro, da Comarca de Porto dos Gaúchos (a 644 km de Cuiabá), acatou denúncia do Ministério Público Estadual contra o empresário Antônio Pereira Rodrigues Neto e sua esposa, a médica Yana Fois Coelho Alverenga. Eles são acusados de mandar matar o prefeito de Colniza (1.065 km a Noroeste de Cuiabá), Esvandir Antonio Mendes, de 61 anos.

A decisão é de terça-feira (2). Além deles, também passam a ser réus Zenilton Xavier de Almeida e Welison Brito Silva, que seriam os executores do crime.

Na decisão, o magistrado também manteve a prisão preventiva de Antônio, Zenilton e Welison e converteu a prisão temporária de Yana em preventiva.

O prefeito foi assassinado com vários tiros na tarde do último dia 15 de dezembro, dentro de sua picape Toyota SW4 preta, na BR-174, próximo do perímetro urbano de Colniza. No carro ainda estavam a sua esposa, seu genro e o secretário de Finanças Admilson dos Santos, que ficou ferido.

Fundamento a presente decisão, pois consta nos autos lastro probatório mínimo e idôneo a denotar a existência do fumus comissi delicti, conforme o caderno investigativo acostado aos autos, havendo, portanto, a necessidade do recebimento da denúncia e consequente prosseguimento da ação penal

Os quatro acusados foram denunciados pelo MPE no dia 29 de dezembro pelos crimes de homicídio qualificado - por motivo torpe, promessa de recompensa e recurso que impossibilitou a defesa da vítima -, homicídio tentando, corrupção de menores, entrega de veículo automotor a pessoa não habilitada e receptação de arma de fogo produto de furto.

“Fundamento a presente decisão, pois consta nos autos lastro probatório mínimo e idôneo a denotar a existência do fumus comissi delicti, conforme o caderno investigativo acostado aos autos, havendo, portanto, a necessidade do recebimento da denúncia e consequente prosseguimento da ação penal”, diz trecho da decisão.

Ainda na decisão, o juiz apontou que a denúncia mostra evidências que Antônio e Yana “elucubraram” um plano criminoso para tirar a vida de Mendes. 

Segundo a acusação, os dois contrataram Zenilton e Welison, pelo valor de R$ 5 mil cada, para executar o prefeito.

"Com efeito, o denunciado Zenilton quando ouvido pela autoridade policial afirmou que juntamente com o suspeito Welison, foram contratados pelo acusado Antônio para matarem o prefeito e que tal proposta fora realizada enquanto estavam na cidade de Goiânia (GO), concluindo que a representada Yana lhe apresentou ao contratante. No mesmo sentido, são as declarações de Welison, afirmando que conheceu o acusado Antônio por intermédio da representada Yana”, pontua o documento. 

Os réus terão 10 dias para apresenteram respostas às acusações, por escrito.

O crime

Esvandir Mendes conduzia uma Toyota SW4, quando foi interceptado pelos criminosos, que estavam em um veículo SUV preto, a cerca de sete quilômetros da entrada de Colniza.

O veículo foi ao encontro da caminhonete do prefeito e vários disparos foram feitos contra ele, que ainda conseguiu dirigir, mas morreu no perímetro urbano da cidade. 

Outros dois disparos feriram o secretário, sendo um na perna esquerda e outro nas costas. A esposa e o genro de Mendes saíram ilesos. 

Antônio Pereira Rodrigues Neto, Zenilton Xavier de Almeida e Welisson Brito Silva foram presos, em uma estrada entre Juruena e Castanheira (880 e 735 km a Noroeste da Capital, respectivamente), 12 horas após o crime.

Eles estavam em um Fiat Uno cinza, quando foram abordados por uma viatura da Polícia Civil.

Dentro do automóvel, foram apreendidos R$ 60 mil em dinheiro. O montante estava em pacotes do Banco do Brasil.

Durante as investigações, a Polícia descobriu a participação de Yana no crime. Ela foi detida no dia 24 de dezembro. Junto com a médica, a Polícia ainda apreendeu um adolescente de 15 anos, irmão de Antônio, que também teria participado da trama, mas não foi denunciado por ser menor.

Leia mais: 

MPE denuncia empresário, médica e mais 2 por assassinato


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